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Dólar recua a R$ 5,13 com foco nos EUA e nas contas públicas; Ibovespa avança | G1

por Redação
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  • O discurso de Trump no Congresso ocorreu em meio à queda na aprovação do presidente. Aliados temem que os índices influenciem as eleições de meio de mandato.

▶️ Ainda na agenda americana, os investidores acompanham nesta quarta-feira o balanço da Nvidia, que será divulgado após o fechamento do mercado, em meio às incertezas sobre o setor de inteligência artificial. Ao longo do dia, também estão previstos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

▶️ Na véspera, o mercado já havia reagido ao cenário político: o Ibovespa subiu 1,40%, aos 191.490,40 pontos, enquanto o dólar comercial caiu 0,26%, a R$ 5,1553, com entrada de capital estrangeiro no país.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,40%;
  • Acumulado do mês: -1,76%;
  • Acumulado do ano: -6,07%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,50%;
  • Acumulado do mês: +5,58%;
  • Acumulado do ano: +18,85%.

Discurso de Trump no Congresso

Ele enviou recados ao Irã, defendeu a influência americana no hemisfério ocidental e discutiu com parlamentares democratas sobre imigração.

A política externa teve destaque. Trump acusou o Irã de tentar desenvolver uma arma nuclear e afirmou que prefere uma solução diplomática, mas que não permitirá que o país obtenha esse tipo de armamento.

Ele também citou a operação que levou à captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, classificando a ação como uma vitória para a segurança dos EUA e como um novo começo para os venezuelanos.

Grande parte da fala foi dedicada à economia. O presidente exaltou os resultados de seu governo, disse que a inflação está em queda, que a renda das famílias cresce e que a economia se recupera.

Especialistas, no entanto, contestam a leitura oficial desses indicadores. Trump também afirmou que a produção de energia atingiu níveis recordes e criticou a gestão anterior, afirmando que assumiu o país em crise.

O presidente também atacou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas a outros países, incluindo o Brasil, com base em uma lei de emergência da década de 1970.

Ele classificou a decisão como frustrante e anunciou uma nova tarifa global de 15% sobre produtos importados. Segundo Trump, a medida poderia substituir parte do sistema de imposto de renda e reduzir a carga tributária dos americanos, além de ajudar a evitar conflitos internacionais.

A economia foi um dos principais focos do discurso, em meio à preocupação dos eleitores com o custo de vida. Uma pesquisa da Associated Press mostrou que 39% dos entrevistados aprovam a condução da política econômica do presidente.

Agenda econômica

  • Contas públicas do Brasil

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). O resultado ficou acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões.

Na comparação com janeiro do ano passado, houve uma leve piora: em 2024, o superávit foi de R$ 88,84 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

O resultado foi favorecido pela arrecadação federal, que atingiu o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. A alta da receita está relacionada ao crescimento da economia e ao aumento de impostos.

Para 2026, a meta é que as contas do governo tenham um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pelo arcabouço fiscal aprovado em 2023, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central.

Isso significa que a meta será considerada cumprida mesmo se o resultado for zero ou se o superávit chegar a R$ 68,6 bilhões. O arcabouço também permite que o governo exclua até R$ 57,8 bilhões em despesas do cálculo, como gastos com precatórios, por exemplo.

Na prática, a previsão é que o governo registre um déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo que, no cálculo oficial da meta, apareça um resultado positivo.

Se esse cenário se confirmar, as contas públicas devem permanecer no vermelho ao longo de todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mercados globais

Os mercados em Wall Street mostram sinais de leve recuperação após dias de instabilidade.

Os investidores seguem avaliando os riscos ligados às grandes empresas de tecnologia que apostam pesado em inteligência artificial, enquanto aguardam os resultados da Nvidia, considerados um termômetro para o setor.

Ao mesmo tempo, as dúvidas sobre novas tarifas comerciais continuam a gerar incertezas.

Os índices futuros de Wall Street indicavam leves altas antes da abertura: o S&P 500 subia 0,1%, o Dow Jones avançava 0,1% e a Nasdaq ganhava 0,3%.

Na Europa, o clima era mais positivo, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em várias bolsas globais.

Esse movimento ajudou a melhorar o humor dos investidores, que deixaram em segundo plano, ao menos por enquanto, as preocupações com possíveis tarifas dos EUA.

Por volta das 10h (horário de Brasília), o índice STOXX 600 subia 0,53% e renovava recorde histórico. O FTSE 100, do Reino Unido, avançava 1%, aos 10.787,30 pontos.

Na França, o CAC 40 subia 0,3%, aos 8.542,30 pontos, e na Alemanha, o DAX avançava 0,2%, aos 25.024,38 pontos.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para China e Hong Kong.

O interesse dos investidores por empresas ligadas a metais e minerais raros cresceu após notícias de que o governo Trump pretende usar um sistema de inteligência artificial do Pentágono para definir preços de referência desses insumos estratégicos.

O índice CSI300, da China, subiu 1,2%, e o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,8%. No Japão, o Nikkei disparou 2,2%, chegando a 58.583 pontos.

Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,91%, aos 6.083 pontos, e, em Taiwan, o TAIEX avançou 2,05%, para 35.413 pontos.

Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

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