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Dólar opera em queda e Ibovespa sobe, com foco na prévia do PIB e tensões entre EUA e Irã | G1

por Redação
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▶️ Nos Estados Unidos, os investidores aguardam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e o relatório de vendas de imóveis residenciais, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana e a condução da taxa de juros por lá.

▶️ Ainda no cenário americano, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o governo tem “vários argumentos” para atacar o Irã, caso decida agir. Os dois países negociam na Suíça, com mediação de Omã, mas também trocam ameaças nas redes sociais.

▶️ Com o aumento das tensões, os preços do petróleo subiram mais de 4% na quarta-feira (18), diante do risco de interrupções na oferta e após negociações entre Ucrânia e Rússia não avançarem em Genebra.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,21%;
  • Acumulado do mês: -0,14%;
  • Acumulado do ano: -4,53%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,24%;
  • Acumulado do mês: +2,57%;
  • Acumulado do ano: +15,45%.

Tensões EUA-Irã

  • 🔎 Atualmente, EUA e Irã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o programa tem fins pacíficos, mas o governo americano teme que o país tente desenvolver uma arma nuclear.

Os encontros recentes entre delegações dos dois países terminaram com pequenos avanços, mas ainda longe de um acordo. Trump afirmou que atacará o Irã caso não haja acerto.

Nos próximos dias, o Pentágono começará a transferir funcionários americanos no Oriente Médio para outras regiões, como Europa ou EUA, de acordo com a emissora. Movimentos desse tipo são comuns em situações de conflito iminente.

O Irã afirmou que atacará bases americanas no Oriente Médio caso seja bombardeado. O país anunciou exercícios militares navais com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira (19).

“Esse é um tema que o presidente leva a sério. Ele está sempre pensando no que é do interesse dos EUA, das Forças Armadas e do povo americano.”

Petróleo sobe com tensões geopolíticas

Os preços do petróleo subiram mais de 4% na quarta-feira, diante do temor de que conflitos possam afetar a oferta global. Investidores reagiram às tensões entre EUA e Irã e ao fato de as negociações entre Ucrânia e Rússia, em Genebra, não terem avançado.

Nos EUA, os contratos futuros do óleo para aquecimento também registraram alta, de cerca de 5%.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, fechou em alta de US$ 2,93, ou 4,35%, a US$ 70,35. Já o petróleo WTI, referência nos EUA, subiu US$ 2,86, ou 4,59%, a US$ 65,19.

Com isso, os dois contratos atingiram os maiores níveis desde 30 de janeiro, após terem caído na véspera para as mínimas em duas semanas.

Agenda econômica

Em dezembro, o índice recuou 0,2% em relação a novembro, já considerando ajustes sazonais — ou seja, descontando variações típicas da época do ano.

A queda foi menor do que a esperada pelo mercado, que projetava retração de 0,5%. Com isso, o indicador fechou o quarto trimestre com alta de 0,4% em relação ao terceiro trimestre.

Na comparação com dezembro do ano anterior, o IBC-Br registrou aumento de 3,1%, sem ajustes sazonais.

  • Com o crescimento registrado no último ano, o indicador do BC mostra desaceleração da economia em relação a 2024, quando houve uma expansão maior: de 3,7%.
  • Essa também foi o pior desempenho do indicador desde 2020, ou seja, em cinco anos. Naquele momento, a economia sentia os efeitos do isolamento social — decorrente da fase mais aguda da pandemia da Covid-19.

Na avaliação de Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, a atividade econômica mostrou uma desaceleração em dezembro, em linha com os dados antecedentes de indústria, comércio e serviços, que também vieram fracos.

“A perda de ritmo era esperada diante da política monetária contracionista, que segue como um fator importante para a calibragem do ciclo de cortes prestes a começar”, afirma.

Mercados globais

Os mercados em Wall Street iniciaram o dia em queda, interrompendo três altas seguidas do S&P 500. O clima ficou mais cauteloso diante das preocupações com empresas de tecnologia e da expectativa pelos resultados da Walmart. A tensão aumentou ainda mais após relatos de reforço militar dos EUA perto do Irã, elevando o temor de conflito.

Antes da abertura das bolsas, os índices futuros mostravam o humor do mercado: o Dow Jones recuava 0,25%, o S&P 500 caía 0,24% e a Nasdaq tinha baixa de 0,3%.

No mercado de petróleo, os preços seguiam em alta após a forte disparada do dia anterior. O Brent avançava 1,5%, para US$ 71,41, enquanto o petróleo dos EUA subia 1,6%, para US$ 66,26.

Na Europa, o clima também é de cautela, com as bolsas reagindo negativamente aos resultados fracos de grandes empresas, como a Airbus e a mineradora Rio Tinto.

Ambos os balanços ficaram abaixo das expectativas e pesaram sobre o sentimento dos investidores, contribuindo para um dia mais fraco no continente.

Durante a manhã no Brasil, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 0,6%. Entre os principais mercados da região, o DAX da Alemanha recuava 0,72%, o FTSE 100 do Reino Unido registrava queda de 0,63% e o CAC 40 da França caía 0,74%.

Já os mercados asiáticos tiveram um desempenho misto nesta quinta-feira. As bolsas da China, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas por causa dos feriados do Ano Novo Lunar.

Já no Japão, o humor foi mais positivo: o mercado reagiu à alta das ações de tecnologia nos EUA e ao novo otimismo em torno do plano de estímulo da primeira ministra Sanae Takaichi.

No fechamento, o Nikkei avançou 0,57%, chegando a 57.467,83 pontos, enquanto o índice mais amplo Topix subiu 1,18%, para 3.852,09 pontos.

Em outras regiões da Ásia, o KOSPI da Coreia do Sul teve alta de 3,09%, alcançando 5.677 pontos, e o Straits Times de Cingapura subiu 1,28%, chegando a 5.001 pontos.

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