Dólar opera em queda, de olho em tensões no Estreito de Ormuz e alta do petróleo; Ibovespa sobe | G1

Dólar opera em queda, de olho em tensões no Estreito de Ormuz e alta do petróleo; Ibovespa sobe | G1

O dólar opera em queda nesta terça-feira (14), com um recuo de 0,86% perto das 10h, cotado a R$ 5,0862. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 0,22% no mesmo horário, aos 176.121 pontos.

▶️ As tensões no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar os preços do petróleo no mercado internacional para cima. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão retomar o bloqueio naval ao Irã a partir de hoje e que passarão a cobrar uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pelo canal, que é rota de cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

  • As preocupações sobre o novo bloqueio do canal trazem mais um dia de alta para a commodity nesta terça-feira (13). Perto das 10h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,49%, cotado a US$ 87,04. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,37%, cotado a US$ 80,77 por barril.

▶️ Na agenda econômica, investidores avaliam novos dados da inflação ao consumidor nos EUA. Os dados são importantes para esclarecer ao mercado financeiro quais devem ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros. Segundo a XP, o choque no mercado de petróleo elevou as apostas para uma alta das taxas já neste mês.

  • A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,46%;
  • Acumulado do mês: -0,61%;
  • Acumulado do ano: -6,51%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,20%;
  • Acumulado do mês: +2,16%;
  • Acumulado do ano: +9,07%.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Escalada das tensões no Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na véspera, um novo bloqueio naval no Estreito de Ormuz para impedir o tráfego de embarcações ligadas ao Irã. A expetativa é que a operação tenha início nesta terça-feira, às 17h.

A medida entra em vigor um dia após o presidente americano afirmar que pretende assumir o controle do canal — por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo — e volta a trazer preocupações sobre eventuais impactos na oferta da commodity no mercado internacional.

“Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados ​​por isso”, disse Trump, afirmando, pouco tempo depois, que pretende cobrar 20% sobre toda carga transportada pela rota.

Nos últimos dias, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em xeque o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.

Bolsas globais

Na Ásia, a maioria das bolsas fecharam em alta, após dados sólidos de exportações melhorarem o ânimo dos investidores. Papéis de energia também tiveram ganhos, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 2,15%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,36%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,52%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,74% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 0,73%.

Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã — Foto: Reuters

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