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▶️A decisão dos Estados Unidos sobre aplicar ou não as novas taxas sobre produtos brasileiros fica no centro das atenções nesta quarta-feira. A investigação, que ocorreu com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana avalia a aplicação de duas sobretaxas ao Brasil:
- uma de 25%, sob a alegação de que o governo do Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com empresas americanas; e
- outra de 12,5%, aplicada também a mais de 60 países, sob a justificativa de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
▶️ Além disso, as tensões no Estreito de Ormuz continuam a trazer preocupações sobre o mercado internacional de petróleo. Nesta quarta-feira, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, no 5º dia seguido de agressões. Com isso, Teerã voltou a fechar o Estreito e o presidente americano, Donald Trump, reagiu retomando o bloqueio naval ao país do Oriente Médio.
- Em meio às tensões, o petróleo tinha um dia de volatilidade nesta quarta-feira. Perto das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,06%, cotado a US$ 84,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 0,29%, cotado a US$ 79,57 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -0,60%;
- Acumulado do mês: -1,65%;
- Acumulado do ano: -7,49%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,69%;
- Acumulado do mês: +2,68%;
- Acumulado do ano: +9,63%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Tarifaço de Trump
O processo abriu uma disputa entre Brasília e Washington e mobilizou setores da economia brasileira, que participaram de audiências públicas para apresentar argumentos contra as medidas.
O crédito será ofertado dentro do Plano Brasil Soberano para exportadores de bens industriais, produtos da agricultura e da pecuária e recursos da mineração. Também estão incluídos produtos das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura.
Escalada das tensões no Oriente Médio
Um ataque de mísseis dos Estados Unidos matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã, nesta quarta-feira (15), informou o Exército do país.
Apesar dos esforços, nesta quarta, a Guarda Revolucionária do Irã voltou a afirmar que a rota permanecerá fechada até que os “atos de agressão” dos EUA parem.
“As operações de represália dos combatentes continuarão, e o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos ponham fim aos seus atos de agressão”, afirma comunicado divulgado pela televisão estatal Irib.
Em reação ao fechamento do canal, os EUA anunciaram um bloqueio naval ao Irã, iniciada no final da tarde de ontem.
Nos últimos dias, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em xeque o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices operavam em alta nesta quarta-feira (15), conforme investidores avaliavam resultados corporativos.
Perto das 11h40, o Dow Jones tinha alta de 0,45%, enquanto o S&P 500 subia 0,49% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,39%.
Já na Europa, as bolsas operavam mistas, ainda atentas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O DAX, da Alemanha, tinha queda de 0,44% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, subia 0,31% e o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,03%.
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta quarta-feira, em meio a uma liquidação de ações de semicondutores, com investidores realizando lucros recentes e redirecionando capital para setores mais tradicionais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,20%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,29%.
Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,40%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 6,24%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução