Dólar opera em alta, com tensões entre EUA e Irã no foco; Ibovespa cai | G1

Dólar opera em alta, com tensões entre EUA e Irã no foco; Ibovespa cai | G1

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (13), com um avanço de 0,31% perto das 10h30, cotado a R$ 5,1243, conforme investidores seguiam atentos às tensões no Oriente Médio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda de 0,04% no mesmo horário, aos 177.789 pontos.

▶️ A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã fica no centro das atenções dos mercados financeiros. Após novos ataques entre os dois países, Teerã decidiu voltar a fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

  • Com isso, os preços da commodity voltaram a subir nesta segunda-feira (13). Perto das 10h30, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,36%, cotado a US$ 78,37. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,94%, cotado a US$ 73,51 por barril.

▶️ As tentativas do governo brasileiro de negociar as tarifas impostas pelos EUA também seguem no radar. O prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a ofensiva tarifária, com taxas de 25% e 12,5% contra o Brasil, termina na quarta-feira (15).

▶️Na agenda econômica, investidores avaliam dados de vendas do varejo e o volume de serviços de maio, além da divulgação do IBC-Br, indicador mensal de atividade do Banco Central do Brasil.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,15%;
  • Acumulado do mês: -1,05%;
  • Acumulado do ano: -6,93%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +2,18%;
  • Acumulado do mês: +3,40%;
  • Acumulado do ano: +10,39%.

Escalada das tensões no Oriente Médio

O Irã bombardeou, nesta segunda-feira (13), bases militares dos Estados Unidos em Bahrei, Kuwait, Omã e na Jordânia, em retaliação a ataques norte-americanos contra alvos iranianos.

Além disso, o governo iraniano ameaçou abandonar o acordo de paz na guerra no Oriente Médio firmado com os EUA em junho caso Washington não mantenha seus compromissos para encerrar o conflito.

“Cada vez que a outra parte [EUA] deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumpriremos as nossas e continuaremos a agir dessa forma”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, sobre o mais recente episódio de hostilidades entre os dois países.

Como resposta, o Irã afirmou ter fechado “por tempo indeterminado” o Estreito de Ormuz para navios comerciais e retaliou contra bases dos EUA no Oriente Médio. O Estreito é uma das principais rotas marítimas comerciais do petróleo.

O governo de Donald Trump contestou a alegação, e disse que a via marítima permanece aberta. O trânsito de embarcações na região, no entanto, permaneceu majoritariamente paralisado.

Os dois países voltaram a trocar ataques com maior frequência ao longo deste fim de semana, algo que viola o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.

O governo do Irã afirmou nesta segunda que segue o diálogo diplomático com os países mediadores do conflito —Catar, Paquistão e Omã— para “evitar uma escalada” que leve à retomada plena da guerra contra os EUA.

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices operavam mistos, em meio às preocupações com a nova escalada das tensões entre EUA e Irã.

Perto das 10h30, o Dow Jones tinha alta de 0,30% e o S&P 500 tinha um avanço de 0,42%. Já o Nasdaq Composite, por sua vez, caía 0,58%.

Os índices também operavam entre altas e baixas na Europa.

No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,04%, enquanto o CAC-40, da França, tinha alta de 0,02% e o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,20%.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas, conforme investidores avaliavam as incertezas em relação às tensões no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,79%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 2,06%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,16%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 1,92% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 8,95%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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