Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai | G1

Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai | G1

▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques entre na região, a commodity voltou a ficar próxima ao patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a afirmação de que o Omã media negociações com a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

  • O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua a trazer temores sobre uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 10h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 5,25%, cotado a US$ 99,99. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 5,25% no mesmo horário, cotado a US$ 91,39 por barril.

▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também fica no radar. Na véspera, a nova taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor, e a expectativa é que uma nova alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. ️O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que segue em conversa com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ A temporada de balanços corporativos também deve mexer com as bolsas globais nesta quinta-feira (23). As ações da Alphabet recuava no pré-mercado, após a companhia elevar sua projeção de investimentos, reforçando os gastos com inteligência artificial e reacendendo preocupações sobre o elevado custo para expansão da infraestrutura do setor.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,17%;
  • Acumulado do mês: -2,16%;
  • Acumulado do ano: -7,97%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +2,21%;
  • Acumulado do mês: +3,21%;
  • Acumulado do ano: +10,19%.

Nova taxa dos EUA deve ser anunciada em breve

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis.

A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países “justificam tarifas mais altas”.

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são “absolutamente improcedentes” e “inverídicos”, reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Petróleo volta a se aproximar de US$ 100

Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira.

Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio.

Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga “ficará mais alto a cada noite” até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir.

” O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo… ou o quebram ou querem mudá-lo”, disse ele. “Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas.”

Bolsas globais

Na Europa, o dia era negativo nesta quinta-feira (23), em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo.

Perto das 10h30, o índice DAX, da Alemanha, tinha queda de 1,41%, enquanto o CAC-40, da França, recuava 1,77% e o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,95%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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