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Dólar inicia o dia em queda com atenção à ata do Copom e aos dados da indústria | G1

por Redação
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▶️ Ainda no cenário doméstico, os dados da produção industrial mostraram retração em dezembro. Na comparação com novembro, já com ajuste sazonal, a atividade recuou 1,2%, registrando a queda mais intensa desde julho de 2024. O resultado contrariou as projeções de 0,8% no período.

▶️ Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório Jolts, que mede o número de vagas abertas no mercado de trabalho, foi adiada. O motivo é a paralisação parcial do governo americano, que impactou o calendário de indicadores econômicos.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,74%;
  • Acumulado do mês: -4,39%;
  • Acumulado do ano: -4,39%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,40%;
  • Acumulado do mês: +12,56%;
  • Acumulado do ano: +12,56%.

Ata do Copom

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (3), mostra que o Banco Central avaliou ser apropriado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, prevista para março.

A decisão foi baseada na análise de um amplo conjunto de informações, que inclui a dinâmica recente da inflação e sinais mais claros de que os juros elevados vêm surtindo efeito sobre os preços, ainda que com defasagem.

  • O documento se refere à reunião realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi mantida em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
  • O patamar elevado segue sendo o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que afetam de forma mais intensa a população de menor renda.

Na ata, a autoridade monetária reforçou que, caso o cenário esperado se confirme, pretende iniciar a flexibilização da política monetária em março. Ao mesmo tempo, destacou que o processo será conduzido com cautela, de modo a assegurar a convergência da inflação à meta ao longo do horizonte relevante.

O Banco Central, no entanto, não indicou qual será a intensidade nem a duração do ciclo de cortes na taxa Selic.

Segundo o documento, essas definições dependerão da incorporação de novas informações às análises do Comitê, permitindo uma avaliação mais precisa das condições econômicas ao longo do tempo.

Entre os economistas do mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, quando a Selic poderia recuar para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a projeção é de que a taxa básica seja reduzida para 12,25% ao ano.

Agenda econômica

  • Produção industrial o Brasil

A produção industrial brasileira fechou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontadas as variações sazonais, a retração foi de 1,2%, o recuo mais intenso desde julho de 2024.

Ainda assim, frente a dezembro de 2024, o setor registrou alta de 0,4%, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de resultados negativos.

Apesar dessa recuperação pontual na comparação anual, o desempenho do setor ao longo de 2025 foi moderado. A indústria acumulou crescimento de 0,6% no ano, abaixo do avanço observado em 2024 (3,1%) e superior ao registrado em 2023 (0,1%).

No quarto trimestre de 2025, porém, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do nível observado no mesmo período do ano anterior. A média móvel trimestral em dezembro foi negativa em 0,5%, sinalizando perda de fôlego no fim do ano.

Mesmo com as oscilações recentes, a produção industrial permanece levemente acima do patamar pré-pandemia: está 0,6% superior ao nível de fevereiro de 2020. Ainda assim, o setor segue distante do seu recorde histórico, alcançado em maio de 2011, estando 16,3% abaixo daquele pico.

Bolsas globais

Os mercados de Wall Street iniciaram a semana em queda, em um ambiente de maior cautela por parte dos investidores, em meio à desvalorização dos metais preciosos. Mas logo voltaram a subir.

O índice S&P 500 fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionado por ganhos das fabricantes de chips e outras empresas relacionadas à inteligência artificial, enquanto companhias menores também registraram forte alta.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,54%, para 6.976,28 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,55%, para 23.591,51 pontos. O Dow Jones subiu 1,06%, para 49.412,27 pontos.

Na Europa, o tom também é de atenção redobrada, diante de uma semana marcada pela divulgação de resultados de empresas e por reuniões de bancos centrais.

No fechamento, o índice STOXX 600 subiu 1,03%, a 617,31 pontos. Entre os principais mercados, o DAX, da Alemanha, avançou 1,05%; o CAC 40, da França, ganhou 0,67%; e o FTSE 100, do Reino Unido, somou 1,15%.

Já as bolsas asiáticas encerraram o pregão em forte queda, pressionadas pela desvalorização das commodities e por indicadores considerados fracos da economia chinesa.

A bolsa de Xangai caiu 2,48%, aos 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, fechando aos 26.775 pontos.

Outros mercados da região também fecharam no vermelho. No Japão, o Nikkei caiu 1,2%, aos 52.655 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi teve queda mais acentuada, de 5,26%, para 4.949 pontos.

Em Taiwan, o Taiex recuou 1,37%, aos 31.624 pontos, enquanto o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,26%, aos 4.892 pontos.

Notas de dólar. — Foto: Reuters

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