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Os investidores começaram a semana atentos a novos sinais sobre inflação e juros no Brasil, enquanto, no exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado de petróleo.
▶️ No Brasil, o destaque do dia é o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. O relatório mostrou que os economistas elevaram pela nona semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026, de 4,89% para 4,91%.
▶️ No cenário internacional, o petróleo sobe após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar rapidamente a resposta do Irã a uma proposta americana de paz, aumentando os temores de prolongamento do conflito.
- Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, avançava 2,69%, para US$ 103,52. Nos EUA, o WTI subia 2,19%, cotado a US$ 97,51.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,16%;
- Acumulado do mês: -1,16%;
- Acumulado do ano: -10,83%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -1,71%;
- Acumulado do mês: -1,71%;
- Acumulado do ano: +14,26%.
Tensão no Oriente Médio
A escalada das tensões entre EUA e Irã voltou a pressionar o mercado de petróleo nesta sexta-feira (8), após novos ataques registrados na região do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo e combustíveis.
Até a última atualização, Teerã não havia comentado oficialmente o episódio, embora a imprensa estatal iraniana tenha relatado explosões próximas ao estreito.
O novo episódio ocorre em meio a um cessar-fogo frágil entre os dois países e amplia as preocupações do mercado financeiro sobre possíveis impactos na oferta global de energia.
- ➡️ O Estreito de Ormuz é considerado estratégico porque concentra parte relevante do fluxo mundial de petróleo exportado por países do Oriente Médio.
- ➡️ Qualquer risco de interrupção na região costuma elevar os preços do petróleo, já que investidores temem dificuldades no transporte da commodity.
- ➡️ Com isso, aumentam também as preocupações com inflação e custos de energia em diferentes países.
Os reflexos já apareceram no mercado internacional. Por volta das 17h no horário de Brasília, o Brent (referência internacional) subia 0,53%, a US$ 100,59 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 0,12%, a US$ 94,92.
Mercados globais
As bolsas em Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira, com investidores atentos a dados mais fortes do mercado de trabalho americano.
O índice Dow Jones avançou 0,02%, enquanto o S&P 500 subiu 0,83% e o Nasdaq Composite — referência para empresas de tecnologia — teve alta de 1,71%.
Na Europa, o movimento foi oposto. As principais bolsas fecharam em queda, pressionadas pelas preocupações com juros elevados por mais tempo nos EUA e pelas tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.
O índice Stoxx 600, que reúne empresas de vários países europeus, recuou 0,7%, aos 612 pontos. Entre os principais mercados da região, a bolsa de Londres caiu 0,43%, enquanto Frankfurt recuou 1,32%. Em Paris, as perdas chegaram a 1,09%.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em alta. Em Xangai, o principal índice da bolsa chinesa avançou 0,48%, aos 4.180 pontos. O CSI300, que reúne grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, também subiu 0,48%, aos 4.900 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta de 1,57%, aos 26.626 pontos. Já no Japão, a bolsa de Tóquio registrou forte avanço, com o índice Nikkei saltando 5,58%, aos 62.833 pontos.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP