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▶️ Nos Estados Unidos, as atenções ficam voltadas para uma série de indicadores econômicos divulgados pela manhã. Os dados mostraram um ritmo misto da economia americana, com um avanço na construção de moradias unifamiliares e na produção manufatureira do país, mas uma queda nas encomendas de bens duráveis. (Veja mais abaixo)
▶️Outro destaque fica com a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que decide os juros nos EUA. O documento, previsto para às 16h, pode influenciar as expectativas sobre o ritmo de cortes ou manutenção das taxas americanas.
▶️ No Brasil, o foco fica com a liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil (BC). O caso não foi considerado uma surpresa para o mercado, mas a ligação da instituição com o caso Master, volta a chamar atenção para a necessidade de regras mais rígidas para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
▶️ Na agenda econômica, o Boletim Focus do Banco Central mostrou que os economistas do mercado reduziram as estimativas para a inflação neste ano pela sexta vez seguida. A projeção passou de 3,97% para 3,95%. Os dados do fluxo cambial semanal, usado para avaliar a entrada ou saída de dólares e seus possíveis reflexos sobre o comportamento do real, deve ser divulgado às 14h30.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,17%;
- Acumulado do mês: -0,35%;
- Acumulado do ano: -4,73%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +1,92%;
- Acumulado do mês: +2,81%;
- Acumulado do ano: +15,73%.
Liquidação do Banco Pleno
O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro.
As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia.
O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.
“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”
- 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.
Agenda econômica
As construções de moradias iniciadas nos EUA cresceram 6,2% em dezembro, na comparação com o número revisado de novembro de 2025, alcançando uma taxa anualizada de 1,404 milhão de unidades, segundo dados do Departamento do Comércio divulgados nesta quarta-feira (18).
As permissões para novas obras também avançaram, com alta de 4,3%, para uma taxa anualizada de 1,448 milhão.
Em novembro, o volume de construções foi de 1,322 milhão, enquanto as permissões totalizaram 1,388 milhão.
As encomendas de bens duráveis nos EUA recuaram 1,4% em dezembro em relação a novembro, somando US$ 319,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Departamento do Comércio.
O resultado frustrou as expectativas de analistas, que previam alta de 1,6%.
Ao excluir o setor de transportes, os pedidos cresceram 0,9% no mês. Já sem a categoria de defesa, houve queda de 2,5%.
O dado de novembro também foi revisado, com a alta mensal ajustada de 5,6% para 5,4%.
- Produção manufatureira dos EUA
Segundo o Federal Reserve, a produção manufatureira dos EUA subiu 0,6% no mês, após ter ficado estável em dezembro. Economistas esperavam um crescimento menor, de 0,4%.
Na comparação com janeiro do ano anterior, a alta foi de 2,4%. O resultado de dezembro também foi revisado, com o crescimento ajustado de 0,2% para zero.
O setor responde por cerca de 10,1% da economia americana e tem sido afetado pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que, segundo empresários, elevaram os custos para indústrias e consumidores.
Alguns segmentos, como tecnologia, se beneficiaram do aumento dos investimentos em inteligência artificial, e analistas avaliam que esse impulso pode se espalhar para outras áreas, além de possíveis efeitos de cortes de impostos.
O crescimento da produção em janeiro foi amplo. A produção de bens duráveis avançou 0,8%, com destaque para máquinas, computadores e eletrônicos, produtos minerais não metálicos e veículos e autopeças, que voltaram a crescer após meses de queda.
Já os bens não duráveis subiram 0,4%, puxados por papel, impressão, químicos, plásticos e borracha.
A produção de mineração recuou 0,2%, enquanto os serviços públicos cresceram 2,1%, ainda influenciados pelo clima frio. No total, a produção industrial avançou 0,7% em janeiro, após alta de 0,2% em dezembro, acumulando crescimento de 2,3% em 12 meses.
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução