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▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo.
- Em meio a esse cenário, os preços do petróleo vivem mais um dia de queda nesta terça-feira. Perto das 12h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,86%, a US$ 77,23. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA tinha um recuo de 0,83%, para US$ 73,25.
▶️ No Brasil, o destaque fica com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio.
▶️No mercado acionário, as bolsas globais passam por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,46%;
- Acumulado do mês: +1,96%;
- Acumulado do ano: -6,33%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +1,21%;
- Acumulado do mês: –1,97%;
- Acumulado do ano: +5,73%.
Negociações entre EUA e Irã avançam
Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos.
O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a “gestão futura da navegação” no Estreito de Ormuz e estudar os “custos” dos serviços de cobrança para travessias.
Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito.
O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.
Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira.
A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.
Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.
Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.
Veja na reportagem abaixo:
Mercados globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta terça-feira, acompanhando a onda de vendas no setor de tecnologia em meio às preocupações com o futuro dos juros do país.
Perto das 12h30, o Dow Jones tinha queda de 0,04%, enquanto o S&P 500 caía 1,24% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,88%.
Na Europa, os principais índices acionários encerraram a sessão desta terça-feira em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,73%, enquanto o DAX, da Alemanha, perdeu 0,98%.
Na França, o CAC-40 caiu 0,71%, e o FTSE 100, do Reino Unido, teve baixa de 0,09%.
Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução