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Dólar e Ibovespa fecham em queda em meio a tarifaço dos EUA e baixa do petróleo | G1

por Gilberto Cruz
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▶️O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais ficou no centro das atenções. A alíquota, que ficou entre 10% e 12,5% foi anunciada na véspera, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ As tensões no Oriente Médio também ficaram no radar, principalmente após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. A piora do cenário geopolítico na região reforçou preocupações sobre eventuais impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo.

  • Após uma semana de tensões, os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,88%, cotado a US$ 96,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuou 3,12%, a US$ 89,31 o barril.

▶️ Por fim, a temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores. Na véspera, as ações da Alphabet caíram mais de 7% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor.

  • Nesta sexta, destaque para os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel. Dados econômicos também ficaram no radar.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,59%;
  • Acumulado do mês: -1,59%;
  • Acumulado do ano: -7,43%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,19%;
  • Acumulado do mês: +1,17%;
  • Acumulado do ano: +8,02%.

Nova taxa dos EUA é anunciada

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entraram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.

“Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

“A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo.”

O governo americano adotou dois tipos de tarifas:

  • Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.
  • Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são “absolutamente improcedentes” e “inverídicos”, reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Novas tensões no Oriente Médio

As Forças Armadas dos EUA realizam na quinta-feira (23) ataques ao Irã pela 13ª noite seguida.

“As forças dos EUA iniciaram outra noite de ataques contra alvos militares iranianos às 18h45 ET de hoje. Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial”, diz uma postagem do Comando Central (Centcom) americano.

A imprensa do Irã reportou explosões na cidade de Ahvaz, no sul do país, alé, de Bandar Abbas e Qeshm, alvos frequentes de bombardeios americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta que considera seriamente retomar as grandes operações de combate no Irã.

“Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto”, afirmou.

Um porta-voz militar do Irã afirmou que os Estados Unidos vêm usando armas que nunca haviam utilizado antes contra o território iraniano.

Em entrevista a uma rádio iraniana, o general Abolfazl Shekarchi afirmou que Washington está mobilizando “todas as capacidades, todas as armas e todas as previsões” que havia acumulado para a Terceira Guerra Mundial contra o país.

“Todas as armas que foram testadas no mundo, mas nunca utilizadas em qualquer guerra, foram empregadas contra a República Islâmica. Cada capacidade, cada arma, cada plano de contingência que os americanos haviam planejado e estocado para a Terceira Guerra Mundial — para enfrentar as principais potências mundiais — tudo foi levado ao campo de batalha”, afirmou.

Para além do conflito entre EUA e Irã, no entanto, ataques no Mar Vermelho também ficam no radar.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Bolsas globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street encerraram a sessão sem direção única nesta sexta-feira (24), enquanto investidores acompanhavam a divulgação de resultados corporativos.

O Dow Jones subiu 0,46%, o S&P 500 avançou 0,07% e o Nasdaq Composite recuou 0,63%.

Na Europa, a maioria das bolsas da região fechou em alta, com investidores também de olho na temporada de balanços e com o alívio nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com um avanço de 0,6%, aos 644,67 pontos.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 1,36%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,88% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,91%.

Na Ásia, a maioria dos índices da região fechou em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,67%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,72%. O Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,73%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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