▶️ Investidores acompanham novos dados da economia americana e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As informações ajudam a medir o ritmo da atividade econômica e podem influenciar decisões sobre juros, com reflexos em mercados ao redor do mundo.
▶️Os EUA divulgam a balança comercial de julho, que mostra a diferença entre exportações e importações. A expectativa é de aumento do déficit comercial, indicando que o país comprou mais do exterior do que vendeu. Também saem hoje os dados semanais de pedidos de seguro-desemprego.
▶️ Senado e Câmara analisam nesta quinta-feira a medida provisória que acaba com o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. Os parlamentares também discutem propostas sobre mototáxi, mudanças no INSS e seguro rural.
▶️ O mercado também repercute a troca no comando da CSN. A companhia anunciou Fabio Schvartsman como novo presidente-executivo, em substituição a Benjamin Steinbruch, que assumirá a presidência do conselho. As ações da empresa subiam 14%, liderando os ganhos do Ibovespa.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,68%;
- Acumulado do mês: -1,37%;
- Acumulado do ano: -6,93%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +5,43%;
- Acumulado do mês: +4,39%;
- Acumulado do ano: +14,94%.
Senado começa a analisar PEC que acaba com a escala 6×1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado analisa nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e garante dois dias de descanso por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
A mudança seria gradual. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Após 14 meses, o limite seria reduzido para 40 horas.
Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá para o plenário do Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos. Caso o texto seja alterado, voltará para nova análise da Câmara.
Se os senadores fizerem alterações, a proposta terá de retornar à Câmara dos Deputados antes de poder ser promulgada.
Comissão aprova fim da “taxa das blusinhas”
O texto segue para votação no plenário da Câmara e, depois, ainda precisará ser aprovado pelo Senado antes de 8 de setembro, quando a MP perde a validade.
A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), manteve o fim da cobrança e incluiu um mecanismo para que o Ministério da Fazenda monitore periodicamente os impactos da medida sobre a indústria, o comércio, o emprego, a renda e a arrecadação.
A primeira avaliação ocorrerá após três meses e, depois, a cada seis meses. O Congresso também fará uma revisão anual da política.
Foi rejeitada a proposta que daria aos Correios exclusividade na entrega de encomendas internacionais de até US$ 50. Segundo o governo, a medida seria inconstitucional.
Mesmo com o fim do imposto federal de importação, o ICMS continuará sendo cobrado, já que o tributo é de competência dos estados.
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street operavam em alta nesta quinta-feira, após o diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmar que pode defender a manutenção dos juros neste mês, caso os próximos dados confirmem uma desaceleração da inflação.
A sinalização reduziu as apostas de uma alta imediata dos juros nos EUA, embora o mercado ainda acompanhe com atenção o relatório oficial de emprego (payroll), que será divulgado na sexta-feira (4) e pode influenciar a decisão do banco central americano.
As tensões no Oriente Médio, com os conflitos entre EUA e Irã, também seguem no radar. A alta do petróleo, que acumula quatro dias de ganhos, reforça as preocupações com a inflação e pode pressionar a trajetória dos juros.
Por volta das 11h, os principais índices de Nova York avançavam:
- Dow Jones: +0,74%
- S&P 500: +0,54%
- Nasdaq: +0,61%
Entre os destaques do dia, as ações da Broadcom recuavam após divulgar uma projeção de receita abaixo das expectativas do mercado. Já a Snowflake disparava depois de apresentar uma previsão otimista para as vendas anuais, impulsionando o setor de software.
Na Europa, as bolsas operavam em alta, recuperando parte das perdas dos últimos dias. O índice Stoxx 600 avançava 0,2%. Entre os principais mercados, o DAX (Alemanha) subia 0,1%, o Ibex (Espanha) ganhava 0,5% e o CAC 40 (França) recuava 0,1%.
No cenário corporativo, a fabricante francesa de semicondutores Soitec disparava 10% após elevar sua previsão de crescimento de receita. Já a Deutsche Telekom subia 1,7% depois de notícias de que o fundo Elliott adquiriu uma participação na empresa.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Na China, o índice de Xangai subiu 0,02% e o CSI300 avançou 0,10%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,39%.
Entre os destaques, as ações do setor imobiliário chinês avançaram 4,1%, recuperando parte das perdas recentes. Já os papéis da Shein recuaram 8,7% no terceiro dia de negociações em Hong Kong.
Dados divulgados nesta quinta também mostraram aceleração da atividade do setor de serviços da China em agosto, indicando fortalecimento da demanda interna.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo