Índice
Por aqui, o mercado aguarda os números de emprego, que podem influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação aos juros. Lá fora, o petróleo e as empresas de tecnologia estão entre os principais pontos de atenção.
▶️ No Brasil, a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, ante 5,8% no trimestre anterior, segundo a PNAD Contínua. O mercado de trabalho mais aquecido pode pesar na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros, já que uma economia mais forte pode reduzir o espaço para cortes na taxa básica.
- Na prática, uma mudança nos juros pode afetar o custo de empréstimos e financiamentos para consumidores e empresas.
▶️ Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho, o maior valor para um único mês desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. O recorde anterior era de US$ 2,41 bilhões, em julho de 2014. O resultado ocorre em meio à queda do dólar, que fechou julho a R$ 5,0696, tornando viagens ao exterior mais baratas.
▶️ No exterior, os mercados acompanham as negociações entre Omã e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto o petróleo sobe levemente. Por volta das 8h45, preço do barril de Brent, referência mundial, avançava 0,69%, para US$ 88,33, enquanto o WTI, referência americana, subia 0,16%, para US$ 82,27.
▶️ Nos Estados Unidos, os resultados da Nvidia reduziram as dúvidas sobre a procura por produtos e serviços ligados à inteligência artificial. A empresa dobrou o lucro líquido e a receita no segundo trimestre.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,14%;
- Acumulado do mês: +1,61%;
- Acumulado do ano: -6,15%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +2,08%;
- Acumulado do mês: -1,92%;
- Acumulado do ano: +8,35%.
Impasse sobre Ormuz mantém petróleo em alta
Os preços do petróleo operam em alta nesta quinta-feira (27), após terem recuado mais cedo, em meio à incerteza sobre as negociações entre Irã e Omã para definir as condições de navegação no Estreito de Ormuz.
- Por volta das 8h45, o preço do barril de Brent avançava 0,69%, para US$ 88,33, enquanto o WTI subia 0,16%, para US$ 82,27.
O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, foi a Teerã nesta quinta-feira para tentar retomar as negociações e reduzir as tensões. O país atua como mediador informal entre Irã e EUA e participou da negociação de um cessar-fogo em junho.
As conversas envolvem uma proposta para criar temporariamente um corredor marítimo entre Irã e Omã pelo estreito e realizar um projeto conjunto para retirar minas da hidrovia.
Apesar de a Guarda Revolucionária iraniana ter afirmado que houve um acordo, uma fonte de alto escalão disse que os detalhes ainda estão sendo negociados.
- 🔎 A situação é acompanhada de perto pelos mercados porque o Estreito de Ormuz é uma importante rota para o transporte de petróleo. O fluxo pela região caiu para cerca de 5 milhões de barris por dia, ante aproximadamente 20 milhões antes da guerra.
Bolsas globais
Os mercados globais fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com investidores atentos a três eventos considerados decisivos para o humor dos mercados:
- a divulgação do índice de inflação PCE nos EUA;
- o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole;
- e o balanço da Nvidia.
Na Europa, as bolsas fecharam praticamente estáveis. Os investidores repercutiram os dados de inflação dos EUA, que vieram acima do esperado e reforçaram as apostas de uma alta de juros pelo Fed em setembro, além das negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz.
As conversas trouxeram algum alívio, mas ainda há incertezas sobre um acordo definitivo.
Entre os destaques do dia, as ações dos bancos europeus avançaram, impulsionadas pelos ganhos do Deutsche Bank e do Commerzbank. Em contrapartida, o setor de tecnologia recuou antes da divulgação do balanço da Nvidia, enquanto o segmento de saúde liderou as perdas.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,01%, aos 656,41 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,07%, para 10.878,12 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,08%, aos 26.285,96 pontos.
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,27%, para 8.462,39 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,31%, aos 52.882,99 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, avançou 0,05%, para 20.067,30 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, teve alta de 0,01%, aos 9.446,39 pontos.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, refletindo a cautela antes da divulgação do balanço da Nvidia. O Dow Jones caiu 0,21%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq teve perda de 0,08%.
- 🔎 A expectativa é que o resultado da Nvidia funcione como um teste para o otimismo em torno da inteligência artificial, enquanto os dados de inflação e o discurso de Kevin Warsh podem influenciar as expectativas para a política de juros nos EUA.
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionada pelo avanço das empresas de tecnologia e da cadeia ligada à inteligência artificial, após a Nvidia interromper uma sequência de sete quedas em Wall Street.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,59%, enquanto o CSI300 avançou 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,56%.
Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, avançou 0,62%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,97%; e o Taiex, de Taiwan, teve alta de 1,47%. Já o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,24%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,40%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
