Dólar abre em queda com nova ameaça tarifária dos EUA ao Brasil e impasse com o Irã | G1

Dólar abre em queda com nova ameaça tarifária dos EUA ao Brasil e impasse com o Irã | G1

▶️ Na segunda-feira, os EUA anunciaram a conclusão de uma investigação comercial contra o Brasil e afirmaram que o país adota práticas consideradas “irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio americano. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação da nova tarifa sobre a maior parte das mercadorias brasileiras.

A medida, porém, ainda não entrou em vigor. Antes de uma decisão final, o governo dos EUA realizará consultas públicas e uma audiência prevista para julho. A expectativa é que a definição sobre a adoção das sanções ocorra até meados do próximo mês.

  • 🔎 Alguns produtos importantes para as exportações brasileiras, como café, frutas, carnes, aeronaves, fertilizantes, produtos farmacêuticos e terras raras, ficariam isentos da tarifa.

▶️ O mercado também segue atento ao andamento das negociações entre EUA e Irã. Os dois países trocaram uma série de ataques nesta segunda-feira, em mais um revés para os esforços de cessar-fogo e em meio ao impasse nas negociações por uma solução diplomática para o conflito.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,39%;
  • Acumulado do mês: -0,39%;
  • Acumulado do ano: -8,49%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,91%;
  • Acumulado do mês: –0,91%;
  • Acumulado do ano: +6,88%.

Vai e vem no Oriente Médio

As tensões no Oriente Médio voltaram a ficar no centro das atenções nesta segunda-feira, após o Irã interromper as negociações com os Estados Unidos, em meio a novos ataques de Israel no Líbano.

Segundo informações da agência de notícias iraniana Tasnim, os negociadores do país também colocaram um cessar-fogo no Líbano como condicionante para um acordo com os EUA.

Diante do impasse, o presidente americano, Donald Trump, disse que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã.

O republicano garantiu que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano e que Netanyahu concordou em não mover tropas de Israel em direção a Beirute.

Com as tensões aparentemente controladas, a alta nos preços do petróleo arrefeceu durante a tarde, bem como a alta do dólar.

  • O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,61% perto das 16h, cotado a US$ 95,32. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 5,98%, a US$ 92,58.

Mercado eleva estimativa de inflação

O mercado financeiro voltou a aumentar sua previsão para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª semana seguida de alta.

A principal razão para essa piora é a alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.

Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis, existe o risco de gasolina, diesel e outros produtos ficarem mais caros, pressionando a inflação.

Apesar disso, os economistas mantiveram a expectativa de queda dos juros nos próximos anos e aumentaram levemente a projeção de crescimento da economia em 2026.

Outras previsões do mercado:

  • Produto Interno Bruto (PIB) em 2026: passou de 1,89% para 1,90%.
  • Dólar no fim de 2026: caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16.

Mercados globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham alta, mesmo em meio às incertezas sobre as negociações do governo americano com o Irã.

Perto das 15h30, o Dow Jones registrava alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 subia 0,46% e o Nasdaq tinha ganhos de 0,69%.

Já as bolsas europeias alcançaram as mínimas em uma semana, também de olho nas tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,8%, aos 621,24.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,40%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,45% e o Financial Times, do Reino Unido, fechou com perdas de 0,68%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Dados fracos da indústria chinesa aumentaram as preocupações com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo.

O índice de Xangai recuou 0,27%, para 4.057 pontos, e o CSI300 caiu 0,98%, para 4.844 pontos.

Já em outros mercados, o desempenho foi positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,86%, para 25.398 pontos; o Nikkei, do Japão, avançou 1,4%, para 67.231 pontos; e o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 3,68%, para 8.788 pontos.

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