Dólar abre em queda, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco | G1

Dólar abre em queda, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco | G1

Investidores aguardam novos dados de inflação dos Estados Unidos e seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O cenário eleitoral brasileiro e as dúvidas sobre o rumo dos juros no país também ficam no radar, após a JP Morgan citar os dois fatores em um relatório, na véspera.

▶️ Os novos dados de inflação dos EUA são o destaque da sessão. Segundo pesquisa da Reuters, a expectativa é que o indicador suba 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Para a inflação anual, a previsão é de desaceleração, de 3,5% para 3,4%. Dados mais fortes do que o esperado podem reforçar a perspectiva de que os juros permaneçam altos por mais tempo no país.

▶️ Ainda no exterior, o conflito no Oriente Médio segue no radar. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio de petróleo na região. O Irã, no entanto, continua a fazer ataques a navios que transitam pelo canal.

  • As divergências entre os dois países voltam a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo. Perto das 9h, o barri do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,21%, cotado a US$ 89,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,43% no mesmo horário, a US$ 83,56 o barril.

▶️ No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) fica no centro das atenções. O volume do setor ficou estável em junho em relação a maior e teve uma alta de 2% em comparação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo IBGE e vieram mais fracos do que o esperado pelo mercado.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,52%;
  • Acumulado do mês: +1,80%;
  • Acumulado do ano: –5,98%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: –2,77%;
  • Acumulado do mês: –5,77%;
  • Acumulado do ano: +6,86%.

Trump reivindica controle de Ormuz

Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity.

A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região.

Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados.

Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse.

No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano “The New York Times” (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.

Entre as exigências estão:

  • a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
  • a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
  • o pagamento de indenizações de guerra;
  • a liberação de ativos iranianos congelados;
  • o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
  • o encerramento das ameaças contra o país.

“Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve”, disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. “Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.”

Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Bolsas globais

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelos ganhos nos setores de tecnologia e mobiliário, enquanto investidores aguardavam os novos dados de inflação dos EUA.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,3%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,68%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,83%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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