Dólar abre em queda com foco nas negociações entre EUA e Irã para o fim da guerra | G1

Dólar abre em queda com foco nas negociações entre EUA e Irã para o fim da guerra | G1

  • Na madrugada desta sexta-feira, os contratos futuros do petróleo chegaram a subir, com o Brent avançando 0,3%, para US$ 80,09 por barril, e o WTI, 0,45%, para US$ 76,19. Por volta das 8h34 (horário de Brasília), porém, ambos passaram a cair 0,2%, cotados a US$ 79,69 e US$ 75,85, respectivamente. Apesar da alta do dia, o petróleo caminha para encerrar a semana em baixa.

▶️Com o cancelamento do encontro, seguem pendentes as discussões sobre o futuro do programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e as regras para o uso do Estreito de Ormuz. O acordo inicial prevê um prazo de 60 dias para que as partes negociem um entendimento definitivo.

▶️O acordo de paz encerra quase quatro meses de conflito no Oriente Médio. Com o fim da guerra, economistas acompanham quando os mercados e a atividade econômica devem voltar à normalidade. O g1 listou os principais efeitos da guerra sobre a economia. (veja mais abaixo)

▶️Nos EUA, o feriado de Juneteenth, que marca o fim da escravidão no país, mantém os mercados financeiros fechados nesta sexta-feira e reduz a agenda de divulgações econômicas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +2,22%;
  • Acumulado do mês: +2,61%;
  • Acumulado do ano: -5,73%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,67%;
  • Acumulado do mês: -3,17%;
  • Acumulado do ano: +4,44%.

Acordo de paz entre EUA e Irã

O documento abre um prazo inicial de 60 dias para que as partes negociem um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano, podendo ser prorrogado por mais 60 dias.

Até lá, EUA e Irã concordaram em manter o status quo: Teerã preserva seu programa nuclear, enquanto Washington se compromete a não impor novas sanções nem ampliar sua presença militar na região.

As negociações sobre a implementação do acordo deveriam começar nesta sexta-feira (19), em uma reunião na Suíça envolvendo EUA, Irã, Paquistão e Catar.

No entanto, o governo suíço informou que o encontro foi cancelado, adiando as discussões sobre temas ainda pendentes, como o programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e as regras para o uso do Estreito de Ormuz.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global.

A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização.

O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Veja na reportagem abaixo:

Mercados globais

Como as bolsas de Nova York estão fechadas nesta sexta-feira por causa de um feriado, os investidores acompanham apenas as negociações dos contratos futuros das ações americanas, que registram leve queda.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro caía 0,28%, S&P 500 perdia 0,36% e Nasdaq recuava 0,45%.

O movimento ocorre após uma forte alta nos mercados, impulsionada pelo otimismo com o acordo de paz entre EUA e Irã. No entanto, novas preocupações sobre a situação voltaram a gerar incertezas entre os investidores.

Na Ásia, os mercados fecharam em queda nesta sexta-feira, em movimento de realização de lucros após fortes altas recentes.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,6%, depois de ter atingido um novo recorde intradiário pela quinta sessão consecutiva. Na Coreia do Sul, a bolsa recuou 1,8%, embora ainda acumule valorização de 9,5% na semana.

As bolsas da China continental e de Hong Kong permaneceram fechadas devido ao feriado do Festival do Barco do Dragão. Em Taiwan, os mercados também não operaram.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 — Foto: Reprodução/TV Globo

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