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Dólar abre em baixa com mercado atento a dados no Brasil e nos EUA, após decisões de juros | G1

por Redação
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▶️Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado volta suas atenções para novos indicadores econômicos. Dados de emprego e comércio exterior entram no radar, enquanto investidores seguem digerindo os sinais emitidos pelos bancos centrais.

▶️ No Brasil, a agenda do dia traz os dados do Caged, com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro, que ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026.

▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana.

▶️ O mercado também segue repercutindo as decisões anunciadas ontem. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026, conforme amplamente esperado.

▶️ Já nos EUA, o Federal Reserve decidiu manter os juros inalterados, citando a inflação ainda elevada e o crescimento econômico sólido, sem sinalizar com clareza quando os custos dos empréstimos poderão começar a cair.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,54%;
  • Acumulado do mês: -5,16%;
  • Acumulado do ano: -5,16%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +3,26%;
  • Acumulado do mês: +14,63%;
  • Acumulado do ano: +14,63%.

De olho nos juros

As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta.

No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026.

Já nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na aixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022.

Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue “um pouco elevada”.

“A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]”, diz o comunicado.

A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed.

Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.

O mandato de Powell termina em maio.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados americanos operam sob a influência da decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados, movimento que já era amplamente esperado.

A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a avaliação de que as taxas estão “em um bom patamar” no momento. Enquanto isso, os investidores acompanham a divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia e aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.

Nos mercados futuros, o tom era levemente positivo: o Dow Jones subia 0,02%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançavam 0,2%.

Na Europa, o clima é de otimismo com os resultados corporativos, embora os investidores sigam atentos às tensões entre EUA e Irã. Ainda assim, os principais índices da região operavam em alta por volta das 9h30 (horário de Brasília).

O índice pan-europeu STOXX 600 avançava 0,5%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, subia quase 1%, aos 8.142,92 pontos, e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,6%, para 10.217,86 pontos. A exceção era a Alemanha, onde o DAX recuava 0,3%, aos 24.748,68 pontos.

Na Ásia, o humor dos mercados melhorou após notícias de que reguladores chineses deixariam de exigir alguns indicadores financeiros das construtoras, conhecidos como as “três linhas vermelhas”.

No fechamento, o Hang Seng subiu 0,51%, aos 27.968 pontos, enquanto o índice de Xangai avançou 0,16%, aos 4.157 pontos, e o CSI300 teve alta de 0,76%, aos 4.753 pontos.

Ainda na região, o Nikkei, de Tóquio, avançou 0,03%, o Kospi, de Seul, subiu 0,98%, e o Taiex, de Taipé, recuou 0,82%. Já as bolsas de Cingapura e Sydney fecharam em alta de 0,42% e queda de 0,07%, respectivamente.

Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters

*Com informações da agência de notícias Reuters

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