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▶️ A nova escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltam a colocar o petróleo no centro das atenções. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório. As exigências incluem o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação de ativos congelados.
- Em meio às tensões, os preços do petróleo ficam no radar. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,01% perto das 8h45, cotado a US$ 90,88, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,50%, a US$ 84,92.
▶️ Na agenda de indicadores, investidores avaliam uma série de novos dados da economia americana. Entre os destaques, estão a variação semanal de empregos do relatório ADP e indicadores de indústria, construção e preços de exportação.
▶️ No Brasil, o mercado segue atento ao varejo brasileiro. No domingo, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial, fazendo com que investidores olhassem com cuidado para o setor. O ambiente de cautela ocorre enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,36%;
- Acumulado do mês: +2,58%;
- Acumulado do ano: –5,25%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -3,06%;
- Acumulado do mês: -6,05%;
- Acumulado do ano: +3,79%.
De olho no ambiente corporativo
O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
- 🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.
As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia.
Ormuz continua fechado
A nova escalada das tensões entre EUA e Irã também volta a ficar no foco. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano, Mahammmad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio global antes da guerra, continuará fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório.
Entre as exigências, estão o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação dos ativos iranianos congelados.
Já na véspera, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o governo do pais tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. As notícias são da rede de TV Fox News.
“Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total”, disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV.
➡️ Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também é um dos que margeiam o Estreito de Ormuz, junto de Irã e Arábia Saudita.
As tensões voltam a levantar preocupações com o Estreito de Ormuz e seus efeitos na inflação e na oferta de energia e petróleo pelo mundo.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam praticamente estáveis, com a queda nos papéis do setor de inteligência artificial e de tecnologia sendo compensada pelos ganhos das ações de energia, em meio às tensões no Oriente Médio.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,2%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,07% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 2,54%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,55%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters