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Dólar abre em alta com mercado atento à inflação nos EUA e cenário político no Brasil | G1

por Redação
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▶️ Na agenda econômica, o principal destaque é o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA. O indicador mede a inflação, acompanhando a variação dos preços de itens como alimentação, moradia, energia e serviços, e ajuda o mercado a antecipar os próximos passos dos juros americanos.

➡️ No Brasil, o destaque é o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro, que caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado. Com isso, o índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

➡️ Já as vendas no varejo brasileiro recuaram 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior e subiram 2,3% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,39%;
  • Acumulado do mês: -0,91%;
  • Acumulado do ano: -5,26%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +2,63%;
  • Acumulado do mês: +3,53%;
  • Acumulado do ano: +16,53%.

Agenda econômica

No exterior, os investidores acompanham de perto a divulgação do CPI, índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos referente a janeiro, prevista para as 10h30.

O dado deve trazer novos sinais sobre o ritmo dos cortes de juros pelo Federal Reserve, após o Payroll acima do esperado divulgado na quarta-feira.

  • Índice Geral de Preços no Brasil

O IGP-10, índice que mede a variação de preços no Brasil, caiu 0,42% em fevereiro, acima do esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,12%.

A principal razão foi a queda nos preços no atacado, puxada por produtos como soja e minério de ferro, o que ajudou a compensar a alta no custo de vida das famílias.

Com isso, o índice acumula queda de 2,25% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Já os preços ao consumidor subiram, influenciados principalmente pelos reajustes em educação no início do ano letivo e por aumentos em gasolina, transporte e moradia.

STF e o caso Master

No cenário político, o assunto do dia é a saída do ministro Dias Toffoli das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal.

Apesar disso, os ministros afirmaram que não há prova de irregularidade por parte de Toffoli e disseram apoiar pessoalmente o colega. Ele nega qualquer relação financeira com o banqueiro e afirma que não cometeu ilegalidades.

Temporada de balanços

Por causa desse calote, a taxa de inadimplência do banco subiu para 5,17%, quando poderia ter ficado em 4,88% sem esse caso.

O banco diz que o problema já era conhecido e vinha sendo provisionado há anos, e que a dívida foi repassada a outro credor no início de 2026.

O episódio veio a público junto com a divulgação do balanço do banco, que mostrou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, apesar da piora na inadimplência.

Na prática, isso não significa que a empresa vendeu menos: as vendas de minério de ferro e cobre foram boas, e o resultado operacional melhorou.

Sem esses ajustes, a companhia teria registrado lucro no período. No ano inteiro, porém, o lucro caiu em relação a 2024.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados começaram o dia em leve queda com os investidores às espera da divulgação do índice de inflação (CPI).

Na véspera, as bolsas caíram forte, principalmente as ações de tecnologia: o Nasdaq caiu 2%, o S&P 500 perdeu cerca de 1,6% e o Dow Jones recuou 1,3%. Agora, o mercado espera o dado de inflação para tentar prever as próximas decisões de juros do Federal Reserve, o banco central americano.

Se a inflação vier alta, cresce a chance de os juros continuarem elevados, o que costuma derrubar as bolsas. Enquanto isso, o preço do ouro subiu, por ser visto como proteção em momentos de incerteza, e o petróleo ficou quase estável.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta sexta-feira, em um dia de pouco movimento por causa do feriado do Ano Novo Lunar na China e da preocupação com a inflação nos Estados Unidos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,72%. Na China continental, o índice de Xangai recuou 1,26% e o CSI300 caiu 1,25%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,21%. Em Seul, o Kospi caiu 0,28%.

Em Cingapura, o Straits Times recuou 1,65%, e na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,39%. Taiwan não teve negociação.

Mulher segura notas de dólar, dinheiro — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

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