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▶️ O preço do petróleo voltou a subir no mundo nesta terça-feira, em meio a incertezas sobre o avanço das negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
- 🔎 Após fechar em queda de 11,12%, cotado a US$ 99,72 na véspera, o barril de petróleo Brent operava em alta de 2,53% por volta das 8h46, a US$ 98,35. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,68%, a US$ 90,49.
▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump disse que o Irã quer fechar acordo e pode conversar por telefone. A imprensa citou negociações envolvendo Steve Witkoff, Jared Kushner e Mohammad-Bagher Ghalibaf, mas Ghalibaf negou e chamou as notícias de “fake news” para influenciar o petróleo.
▶️ Nesta terça, Israel e Irã voltaram a trocar ataques um dia após Trump mencionar possíveis negociações. Um ataque aéreo iraniano nesta madrugada deixou feridos em Tel Aviv, enquanto Israel afirmou que pode criar uma “zona de segurança” no sul do Líbano.
▶️ O Banco Central do Brasil divulgou nesta manhã a ata do Comitê de Política Monetária, após a reunião que reduziu a Selic de 15% para 14,75% — o primeiro corte em quase dois anos. No documento, a autoridade monetária afirma que a guerra no Oriente Médio pressiona a inflação no país, com a alta do petróleo, e indica que os juros devem seguir em patamar restritivo.
▶️Na agenda econômica, o mercado acompanha os PMIs (índices que medem a atividade da indústria e serviços) nos EUA, além de dados de emprego, produtividade e custo do trabalho.
▶️No Brasil, a Receita Federal divulga às 10h a arrecadação de fevereiro, e os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento publicam às 17h o relatório bimestral de receitas e despesas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,29%;
- Acumulado do mês: +2,07%;
- Acumulado do ano: -4,53%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +3,24%;
- Acumulado do mês: -3,63%;
- Acumulado do ano: +12,91%.
Petróleo volta a subir
Apesar de declarações do presidente Donald Trump indicando possível avanço nas negociações, o Irã negou qualquer diálogo, e autoridades israelenses avaliam que um acordo é improvável no curto prazo.
Com o conflito em andamento e o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — ainda sob risco, investidores voltaram a precificar possíveis restrições na oferta.
Analistas apontam que a situação segue frágil e que os preços de energia podem continuar elevados, mesmo em caso de uma trégua no conflito, mantendo a cautela nos mercados globais.
Mercados globais
Os mercados reagiram com força nesta segunda-feira após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã.
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta: o Dow Jones e o Nasdaq Composite subiram 1,38%, enquanto o S&P 500 avançou 1,15%.
Na Europa, o alívio das tensões entre os EUA e o Irã também trouxe um dia positivo para a maioria dos mercados. O índice francês CAC 40 fechou em alta de 0,79%, enquanto o alemão DAX subiu 1,22%. Já o britânico FTSE 100 teve queda de 0,24%.
Nos mercados asiáticos, que já encerraram as negociações desta segunda-feira, o dia foi marcado por quedas generalizadas nas bolsas.
Na China, o índice de Xangai caiu 3,63%, registrando o pior desempenho desde abril de 2025. Já o CSI300 — que reúne algumas das maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 3,26%, alcançando o menor nível de fechamento em seis meses.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng também teve forte baixa, de 3,54%, no pior resultado em quase um ano.
No Japão, o índice Nikkei caiu 3,48%, encerrando o pregão aos 51.515 pontos. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 6,49%, fechando aos 5.405 pontos.
Em Taiwan, o índice Taiex registrou queda de 2,45%, terminando o dia aos 32.722 pontos.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters