
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (à esquerda) e o ex-governado do DF, Ibaneis Rocha (à direita).
Reprodução/Agência Brasília
A Executiva Nacional do MDB definiu nesta quinta-feira (11) um plano de ação para pacificar as disputas internas que se agravaram, nas últimas semanas, no diretório do partido no Distrito Federal.
Na prática, a direção nacional do MDB decidiu que vai participar do processo de decisão das candidaturas e das coligações que o partido fará no DF para as eleições de outubro deste ano.
A indefinição atinge, inclusive, a disputa pelo governo do DF:
Uma ala do partido deseja seguir na base aliada da governadora Celina Leão (PP) e apoiar a candidatura de reeleição.
Outra ala defende que o MDB rompa com o governo Celina Leão e lance candidatura própria ao Palácio do Buriti (entenda abaixo).
“O MDB vai seguir com as tratativas para a composição de uma aliança com a governadora Celina Leão, visando à presença do MDB na chapa para o Senado com a pré-candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha”, diz a nota divulgada pela legenda.
As tratativas de pacificação serão coordenadas pelo líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL) – que já comandou a reunião desta quinta.
Caberá ao parlamentar organizar uma comissão com cinco integrantes das diferentes “correntes” do MDB no Distrito Federal. Esse grupo terá de chegar a um consenso sobre as alianças com os demais partidos.
Os resultados serão anunciados já no período das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
A decisão do partido também mantém no cargo o atual presidente do MDB-DF, o deputado distrital Wellington Luiz. Segundo a legenda, não houve pedido formal de intervenção ou destituição do político.
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Crise entre Celina e Ibaneis
As disputas internas no MDB do DF são reflexo de uma ruptura pública revelada em maio entre o ex-governador Ibaneis Rocha e a atual governadora Celina Leão (PP).
Celina era vice de Ibaneis, e se tornou governadora quando o político se desincompatibilizou do cargo para disputar o Senado.
A expectativa era de que Ibaneis apoiasse Celina na reeleição – e Celina apoiasse Ibaneis na campanha para senador.
Semanas depois, no entanto, Celina Leão manifestou apoio às duas candidatas do PL ao Senado pelo DF: a deputada federal Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
➡️Em 2026, os eleitores votam duas vezes para o Senado e elegem dois senadores por cada unidade da Federação. Por isso, é comum que os políticos apoiem “duplas” de candidatos.
A rusga não parou por aí. Nos dias seguintes, Ibaneis afirmou ter tido “muitas decepções” com os rumos que Celina deu ao governo do DF.
Veja no vídeo:
Ibaneis Rocha fala em ‘realinhamento’ e rompe com a governadora Celina Leão
Em resposta, a governadora disse ter “herdado uma crise no Banco de Brasília” e declarou que “sucessão não é submissão”.
Veja no vídeo:
Celina Leão se pronuncia após Ibaneis Rocha dizer que está decepcionado com o governo
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