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Descoberta de petróleo: Marina defende estudos para

por Gilberto Cruz
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Candidata ao Senado Federal por São Paulo, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) defendeu nesta quarta-feira (19), em São Carlos (SP), a necessidade de estudos técnicos para evitar “impactos [ambientais] indesejáveis” em caso de exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas. Ela afirmou que a bacia é “sensível‘.

Marina cumpriu agenda de campanha com lideranças políticas e partidárias, no Grêmio Recreativo Flor de Maio.

Aprovação técnica e estudos complementares

A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva — Foto: Brenda Bento/g1

Durante o compromisso no município, a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima enfatizou que os processos de licenciamento conduzidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cumprem diretrizes estritamente técnicas e autônomas, sem interferência política do Poder Executivo.

“Como senadora ou como ministra, eu vou sempre respeitar o que diz a lei e a opinião dos técnicos, que é baseada em conhecimento e em muita aferição de dados”, disse a ministra ao g1, reforçando a postura institucional do governo em relação aos órgãos fiscalizadores.

Ao comentar o histórico do processo na Margem Equatorial brasileira, Marina relembrou que a negação anterior de licenças ocorreu dentro do rito regulatório previsto, com o objetivo de garantir os adequados ajustes de segurança e mitigação de riscos operacionais.

“Não por acaso, a licença foi negada por duas vezes para que ajustes fossem feitos. Na hora que os técnicos entenderam que deveriam dar a licença para a prospecção, eles deram a licença. E de forma autônoma. Se a licença for sim, vai ser técnica. Se for não, é técnica e será respeitada”, explicou.

Bacia é ‘sensível’

Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas — Foto: Petrobras/divulgação

Apesar dos avanços na fase inicial de testes, Marina ressaltou a sensibilidade ecológica da Bacia da Foz do Amazonas e defendeu a realização de estudos para uma possível exploração de petróleo.

“Em relação à Foz do Amazonas, é uma bacia sensível, sim, e é uma bacia que não tem muitos estudos. O que eu tenho defendido é de que se façam os estudos necessários na bacia, para evitar os impactos indesejáveis de possível exploração. Qual é o estudo mais importante a ser feito agora? É a Avaliação Ambiental para a Área Sedimentar (AAAS)”, concluiu.

Exploração na Margem Equatorial

Recentes descobertas e pesquisas de petróleo pela Petrobras na Foz do Amazonas aqueceram as discussões sobre o potencial energético da região, considerada uma das fronteiras petrolíferas mais promissoras do mundo.

No entanto, por se tratar de uma área de alta vulnerabilidade ambiental e ecossistemas marinhos ainda pouco mapeados, órgãos ambientais e pesquisadores reforçam a necessidade de avaliações rigorosas para garantir a preservação da biodiversidade costeira.

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