A decisão dá mais um aval regulatório à fusão, embora o acordo ainda enfrente análises de outros órgãos e possíveis ações judiciais nos Estados Unidos e no exterior.
Em comunicado, a divisão antitruste do Departamento de Justiça informou que a transação não ameaça a competição no setor de mídia e entretenimento.
Com isso, a Paramount ganha mais um sinal verde enquanto tenta evitar uma contestação do negócio por estados americanos.
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A empresa ainda aguarda uma decisão da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC), que analisa um pedido relacionado aos investimentos estrangeiros que financiam a aquisição.
Senadores americanos levantaram preocupações sobre a participação de fundos soberanos do Oriente Médio e de empresas chinesas na operação.
O acordo, avaliado em US$ 110 bilhões, criará um dos maiores grupos de mídia do mundo, reunindo ativos como HBO, CNN, CBS e grandes estúdios responsáveis por franquias como Harry Potter e Missão: Impossível.
A Paramount sustenta que a fusão aumentará a concorrência com gigantes do streaming, como a Netflix e a Disney, e nega que o negócio represente problemas antitruste.
Apesar da aprovação do Departamento de Justiça, a operação continua enfrentando resistência.
A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) britânica abriu uma investigação para avaliar os impactos do negócio sobre a concorrência, enquanto autoridades europeias também examinam a operação.
O acordo enfrenta ainda críticas de profissionais de Hollywood, incluindo atores, diretores, roteiristas e produtores, que temem perda de empregos e redução da diversidade de produções após a integração das empresas.
Analistas consultados pela Reuters já esperavam que o Departamento de Justiça não contestasse a transação.
Entre os fatores apontados estão as conexões políticas da Paramount: Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai do CEO da empresa, David Ellison, mantém laços com o presidente Donald Trump, e a companhia contratou ex-integrantes da administração republicana.
*Com informações da Reuters
