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CPMI do INSS: relator resgata fala de Barroso em discussão com Gilmar e gera bate-boca; VÍDEO

por Gilberto Cruz
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CPMI do INSS: relator resgata fala de Barroso em discussão com Gilmar e gera bate-boca na
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), provocou um bate-boca na sessão do colegiado desta sexta-feira (27) após resgatar a fala do ministro aposentado Luís Roberto Barroso em uma discussão com Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018.
Gaspar fez a menção ao embate entre Barroso e Gilmar antes de iniciar a leitura o relatório final que elaborou para a conclusão dos trabalhos da CPMI criada para investigar desvios de aposentadorias e pensões.
O relator chamou a fala de Barroso no debate com Gilmar de “poesia”, uma provocação ao decano do STF que em julgamento nesta quinta-feira (26) votou contra a prorrogação dos trabalhos da CPMI e disse que o colegiado realizou ações “inconstitucionais”.
Em 2018, durante uma discussão na Suprema Corte, Barroso disse a Gilmar:
“Me deixe de fora desse seu mau sentimento, você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia. Vossa excelência aqui fazer um comício cheio de ofensas, grosserias. Vossa excelência não consegue articular um argumento, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux. Agora chegou a mim. A vida, para vossa excelência, é ofender as pessoas, não tem nenhuma ideia, só ofende as pessoas. Qual é a sua ideia? Nenhuma. Nenhuma. É bílis, é ódio, mau sentimento, mal secreto. É uma coisa horrível”.
Os ministros fizeram as pazes após o episódio e, no ano passado, quando Barroso se aposentou do STF, Gilmar e Barroso trocaram afagos. O decano do STF disse que não guardava mágoas do episódio e Barroso afirmou que a vida afastou, mas depois aproximou os dois magistrados.
Após fazer a leitura da fala de Barroso, Alfredo Gaspar foi aplaudido por parlamentares da oposição ao governo e foi criticado por congressistas da base governista.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) indagou: “Isso aqui é um circo? É circo?”.
Nesse momento, houve um bate-boca acalorado entre os integrantes da CPI mista, com trocas de acusações graves entre Gaspar e Lindbergh.
CPMI do INSS tem confusão e trocas de acusações entre governistas e oposição
O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a ameaçar retirar Lindbergh da comissão, afirmando que o petista, ao falar em circo, estava chamando os parlamentares de “palhaços”.
Após o bate-boca, os ânimos se acalmaram e Alfredo Gaspar deu início à leitura do relatório, no qual propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas.
O relatório precisa ser votado pela comissão, para se tornar o parecer final do colegiado. Governistas articulam a votação de um relatório paralelo, para derrotar o documento proposto por Gaspar.
Bate-boca durante a CPMI do INSS
Geraldo Magela/Agência Senado
Durante a discussão, Lindbergh chamou Gaspar de “estuprador”. Gaspar respondeu chamando o petista de “bandido”.
Após a leitura do parecer, Alfredo Gaspar rebateu as acusações feitas pelo petista e disse que “a relação em questão foi cometido por um primo”. No entanto, o deputado não esclareceu se foi um estupro cometido pelo primo, mas afirmou que a paternidade foi reconhecida há 5 anos.
“A verdade sempre aparece, o bem sempre vence. Claro que vou processar. Já entrei no Conselho de Ética”, disse Gaspar.
Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) protocolaram nesta sexta, notícia de fato para comunicar o recebimento de elementos que “indicam, em tese, a prática dos crimes de estupro de vulnerável e fraude processual pelo deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, sem prejuízo da apuração de outros delitos conexos e da participação de terceiros”.
O documento relata uma suposta violência sexual de Gaspar contra uma menina de 13 anos, da qual teria resultado uma gravidez e o nascimento de uma criança, “além de indícios posteriores de atuação para impedir que o caso chegasse às autoridades”.

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