CPMI do INSS cancela sessão que ouviria presidente da Contag

CPMI do INSS cancela sessão que ouviria presidente da Contag


André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5)
Gustavo Moreno/STF
A sessão oitiva da CPMI do INSS agendada para esta segunda-feira (16) foi cancelada após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Neste domingo (15), o ministro determinou que o presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos, não é obrigado a comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
O depoimento do presidente da Contag estava marcado para esta segunda-feira (16). Caso Veras dos Santos comparecesse, a decisão de Mendonça permitiria que ele permanecesse em silêncio. O presidente da CPMI, Senador Carlos Viana, deve se manifestar sobre o cancelamento da sessão nesta manhã.
“Defiro parcialmente o pedido formulado para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultatividade, deixando a cargo do investigado a decisão de comparecer, ou não, à CPMI-INSS para prestar depoimento. Na hipótese de o referido convocado optar, de forma superveniente, por comparecer ao ato, asseguro-lhe, nos termos da jurisprudência consolidada desta Corte, o direito: i) ao silêncio, ou seja, de, assim querendo, não responder a perguntas a ela direcionadas; ii) à assistência por advogado durante o ato; iii) de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo; e iv) de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores”, diz a decisão de Mendonça.
No despacho, Mendonça destaca que deciciu da mesma maneira como fez com outros pedidos feitos ao STF, onde é relator das investigações sobre fraudes e descontos indevidos no INSS.
Plenário do STF vai analisar quebras de sigilos pela CPI do INSS
“Tenho sistematicamente decidido conforme esse entendimento em casos análogos”, diz o ministro .
Ao entrar no STF com um mandado de segurança pedindo que seja decidido em caráter liminar pela prorrogação da comissão – que encerra os trabalhos no próximo dia 28 –, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), argumentou que o colegiado precisa ouvir muitos investigados, incluindo dirigentes da Contag.
“É imprescindível a oitiva de diversas figuras centrais para as investigações parlamentares, tal como o dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), o atual Ministro da Previdência Social, alguns parlamentares citados em reportagens investigativas como beneficiários do esquema da fraude contra os aposentados e os pensionistas”, diz o recurso enviado ao STF.

Postagens relacionadas

Quaest: 49% dizem que não confiam no STF; 43% afirmam que confiam

Facções criminosas e terrorismo: o que querem os Estados Unidos no Brasil – O Assunto #1678

Com apenas uma bíblia na cela, Vorcaro pede livros a advogados