Cor, sabor e densidade: entenda por que o mel varia conforme a flor | G1

Cor, sabor e densidade: entenda por que o mel varia conforme a flor | G1

No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos. As plantas que dão origem aos produtos são a aroeira, o pé de café, pé de laranja, flores variadas – que resultam no “mel silvestre” – e a capuchinha.

Apesar de o consumidor brasileiro estar mais acostumado com o mel claro, que não cristaliza e é pouco denso, mais líquido, o apicultor de Domingos Martins, na Região Serrana do estado, Arno Wieringa, defende a riqueza das variedades.

“A gente, hoje em dia, tenta desmistificar e desafiar o consumidor a conhecer esses paladares diferentes.”

E ele explica: “a diferença começa na flor e continua no trabalho de quem acompanha cada etapa”. Segundo o apicultor, geralmente o mel mais escuro contém mais sais minerais, é mais encorpado e de sabor marcante.

Méis tem diferentes sabores e cores a depender da planta polinizada pelas abelhas no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

  • 🍯 Mel de capuchinha: mel suave, claro e pouco denso.
  • 🌸 Mel silvestre: mel suave, claro e de florada variada.
  • 🌱 Mel de café: mel com acidez, mais denso e de coloração média.
  • 🍊 Mel de laranja: mel com acidez, denso e escuro.
  • 🐝 Mel de aroeira: mel potente, escuro e denso.

Para além da produção de méis com sabores e cores diferentes, o trabalho das abelhas desempenha um papel fundamental para a sobrevivência da flora.

“O papel mais importante da abelha é a fecundação das flores, a polinização. Se a gente não tem esses insetos, grande parte dessa produção (de flores e frutos), a gente não teria mais”, explicou Wieringa.

No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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