🔎O déficit primário acontece quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há superávit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
Em 2024, as contas públicas haviam registrado um déficit menor: de R$ 47,55 bilhões, ou 0,4% do PIB.
Contas do Setor Público Consolidado
Em R$ bilhões (sem correção pela inflação)
Fonte: Banco Central
➡️Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), considerado mais adequado para comparações históricas, o déficit das contas do setor público, de 0,43%, representa o pior patamar desde 2023 (rombo de 2,29%).
Resultado do setor público consolidado
Na proporção com o PIB
Fonte: Banco Central
Veja abaixo o desempenho por ente federativo:
- governo federal registrou déficit de R$ 58,68 bilhões;
- estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 9,53 bilhões;
- empresas estatais apresentaram déficit de R$ 5,87 bilhões.
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Somente em dezembro, as contas públicas registraram um resultado positivo de R$ 6,25 bilhões, contra um saldo positivo de R$ 15,74 bilhões no mesmo mês de 2024.
Após despesas com juros
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 1,06 trilhão nas contas do setor público em 2025 — o equivalente a 8,34% do PIB.
Em 2024, o déficit nominal das contas públicas somaram R$ 998 bilhões (8,47% do PIB).
➡️Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.
Segundo o BC, no ano passado as despesas com juros nominais somaram R$ 1 trilhão (7,91% do PIB). Em 2024, os gastos com juros somaram R$ 950 bilhões (8,1% do PIB).
Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro — Foto: Reprodução/Pixabay