Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre | G1

Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre | G1

  • Isso representa um crescimento de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 10,3 bilhões.
  • Esse também é o maior valor para os seis primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995.

➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países.

  • Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira.
  • Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens.

A queda do dólar acontece em meio à tensões no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real).

➡️Ao mesmo tempo, a economia brasileira segue registrando crescimento, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro fator que costuma influenciar os gastos lá fora.

Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Contas externas

Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 16,34% no primeiro semestre deste ano.

🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período.

Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 27,47 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 32,85 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por:

  • balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países;
  • serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e
  • rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia.

Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir.

Dólar atinge menor valor em dois anos em meio a tensões entre EUA e Irã

Investimentos diretos sobem

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento no primeiro semestre de 2026.

Os estrangeiros trouxeram US$ 47 bilhões em investimentos entre janeiro e junho de 2026, contra US$ 35,4 bilhões no mesmo período do ano passado.

Mesmo com a queda, foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.

Postagens relacionadas

WhatsApp Web ganha chamadas de vídeo e áudio; veja como vai funcionar | G1

IPCA-15: preços sobem 0,06% em julho puxada por energia elétrica | G1

Dólar e Ibovespa operam em alta, com expectativa por negociações entre EUA e Irã | G1