
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Jefferson Rudy-Agência Senado
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), autor dos pedidos de investigação contra o ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira (13) que a instituição tem que ser transparente com relação à atuação de Campos Neto na criação do Banco Master.
“Foram três tentativas de Daniel Vorcaro de comprar o Banco Mastere tinha uma dúvida sobre a origem dos recursos. É estranho que, no final do ano, isso tenha sido autorizado por Roberto Campos Neto. Mas o papel de Campos Neto tem que ser esclarecido e eu acho que só a Polícia Federal (PF). Porque, veja, foi a PF que prendeu Beline Santana e Paulo Sérgio Neves”.
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A declaração ocorreu em entrevista ao Estúdio i da Globonews. Os pedidos de investigação foram protocolados por Lindbergh na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Polícia Federal (PF) e na Comissão de Ética da Presidência da República.
“Quando Roberto Campos Neto estava saindo do cargo, ele mandou os nomes deles para serem reconduzidos à Diretoria de Fiscalização e foi Haddad que optou por outro nome”, disse o deputado sobre o afastamento de diretores do BC que são investigados no caso Master.
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Sobre o depoimento do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, na CPI do Crime Organizado, Lindbergh disse que ele enxerga um corporativismo do Banco Central.
Galípolo depôs na CPI do Crime Organizado no último dia 8 de abril, e falou sobre a atuação de Campos Neto.
“Não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Campos Neto”, disse Galípolo na CPI.
A respeito da venda do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, o deputado voltou a dizer que a compra foi negada três vezes pelo antecessor de Campos Neto.
“Não falei com o Lula depois da declaração de Galípolo, mas falei com outras pessoas que ficaram frustradas.”
Governo e PT não querem associação com Master
Lindbergh Farias, vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 5 de março, para que a PGR apure a conduta de Roberto Campos Neto durante sua gestão à frente do Banco Central entre 2019 e 2024 no que diz respeito ao Banco Master.
O parlamentar cita a conduta de Campos Neto como “omissão dolosa” no caso.
Em um discurso de 16 de março, ao lançar a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que há uma tentativa de “empurrar” o caso Master para “as costas do PT e do governo” e que o Banco Master “é o ‘ovo da serpente’” de Bolsonaro e do ex-presidente do BC.
“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, disse o presidente.
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