Início » Caso Master: Gilmar Mendes vota para manter prisão de Daniel Vorcaro; 2ª Turma do STF tem unanimidade

Caso Master: Gilmar Mendes vota para manter prisão de Daniel Vorcaro; 2ª Turma do STF tem unanimidade

por Gilberto Cruz
caso-master:-gilmar-mendes-vota-para-manter-prisao-de-daniel-vorcaro;-2a-turma-do-stf-tem-unanimidade


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (20) para manter a prisão de Daniel Vorcaro e outros investigados por tentativa de atrapalhar as investigações do caso Master. O ministro fez ressalvas em seu voto.
“Guardo reservas em relação ao uso de conceitos elásticos e juízos morais, como ‘confiança social na Justiça’, ‘pacificação social’ e ‘resposta célere do sistema de Justiça’, como atalhos argumentativos para fundamentar a prisão preventiva”, afirmou o ministro.
“Com essas ressalvas e por esses fundamentos, referendo, por ora, a decisão proferida, sem prejuízo de eventual reavaliação das medidas, após a devida manifestação da Procuradoria-Geral da República”, escreveu Gilmar.
O ministro afirmou que a contratação de influenciadores para atacar o BC e repasses para o pai de Vorcaro justificam a prisão do banqueiro. Gilmar Mendes criticou vazamentos das invetigações e relembrou a Operação Lava Jato.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Mendes fez uma defesa indireta do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que foi questionado pelo ministro André Mendonça, que autorizou a prisão, pelo posicionamento da PGR de que não havia urgência para deliberar sobre prender ou não Vorcaro.
“Disso não decorre, entretanto, que a oitiva do titular da ação penal, ainda que em momento imediatamente posterior não seja imperativa e muito menos que a manifestação da PGR solicitando prazo para a devida análise do material carreado aos autos mereça repreensão”, afirmou.
Mendes foi o último a votar, formando unanimidade pela prisão do empresário. O julgamento na Segunda Turma do STF começou no dia 13 de março, no plenário virtual, data em que foi formada maioria para manter a detenção.
Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques seguiram o entendimento do relator do caso, André Mendonça. 
Relator inicial do caso Master e integrante da Segunda Turma, o ministro Dias Toffoli não participa do julgamento porque reconheceu sua suspeição, por razões de foro íntimo, a partir da 3ª fase da Operação Compliance Zero. 
Vorcaro foi preso no dia 4 de março por ordem do ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria das investigações do caso Master. Nesta quinta-feira (19), ele foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a Superintendência da Polícia Federal. 
A mudança foi determinada por Mendonça após a defesa assinar um acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República para as tratativas iniciais para uma delação premiada. A medida atendeu parcialmente aos advogados do banqueiro, que chegaram a pedir a ida para prisão domiciliar, o que foi negado. 
Com o voto de Gilmar, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão que autorizou a 3ª fase da Operação Compliance Zero.
No voto acompanhado pelos demais ministros, Mendonça também determinou que devem permanecer presos:
Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro;
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e que morreu após, segundo a PF, atentar contra a própria vida logo após a prisão; e
Marilson Roseno da Silva.
Essa é a primeira vez que o caso Master é analisado de forma colegiada pelo Supremo. Antes, apenas os relatores deram decisões individuais nos processos.
Daniel Vorcaro é transferido de penitenciária federal para a Superintendência da PF em Brasília; Julia Duailibi comenta
Toffoli não votou
O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma, mas se declarou suspeito, por foro íntimo, de participar de julgamentos do caso Master a partir da 3 fase da Compliance Zero.
Toffoli era o relator original das investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo o banco Master, de Daniel Vorcaro. Mas, após meses de polêmicas, deixou a relatoria do caso depois que a Polícia Federal (PF) fez um relatório sobre conexões entre ele e Daniel Vorcaro.
🔎O ministro também informou ser sócio de uma empresa familiar que vendeu parte de um resort no interior do Paraná a fundos ligados à empresa Reag, que tem conexões com Daniel Vorcaro.
Imagem de Daniel Vorcaro na prisão.
Reprodução
Caso Master
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde o dia 4 de março. Ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília e passoou por um período de adaptação, que dura 20 dias. Ele teve barba e cabelos cortados.
Nesta quarta (19), houve nova transferência. Agora, Vorcaro está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal. O motivo da transferência não foi informado.
Nesta quarta (18), a TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
Caso Master: Vorcaro é transferido pra presídio de segurança máxima em Brasília
A prisão foi determinada após a PF apontar ao Supremo que o banqueiro representava risco para o avanço das investigações, além de indícios de que o grupo ligado a ele continuava atuando para ocultação de recursos e articulação com agentes públicos. 
De acordo com as investigações, o grupo agia no monitoramento de pessoas com objetivo de obter informações sigilosas de sistemas de órgãos públicos em benefício do grupo denominado “A Turma”. 
Mendonça determinou ainda o afastamento de dois diretores do Banco Central que atuavam, segundo a PF, como consultores de Vorcaro e recebiam propina.
Ministro Gilmar Mendes.
Gustavo Moreno/STF

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/000163