Início » Caso Master: decisão de Mendonça tenta blindar investigação de diretor da PF

Caso Master: decisão de Mendonça tenta blindar investigação de diretor da PF

por Redação
caso-master:-decisao-de-mendonca-tenta-blindar-investigacao-de-diretor-da-pf


Caso Master: Medonça atende pedidos da PF pra sequência dos trabalhos de investigação
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que derrubou restrições impostas pelo então relator do caso Master, Dias Toffoli, e determinou a retomada de perícias e depoimentos no processo é um movimento para limitar a influência do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, sobre as investigações.
No despacho desta quinta-feira (19), ao restabelecer o “fluxo ordinário” das apurações pela equipe responsável, o novo relator introduz um ponto central que atinge diretamente o acesso às informações da estrutura de comando da corporação.
Na decisão, Mendonça determinou que “apenas e tão somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos” tenham acesso às informações compartilhadas no inquérito.
“Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”, afirmou Mendonça no despacho.
Na prática, a decisão reforça que delegados devem manter o sigilo das investigações e não são obrigados a compartilhar dados com superiores hierárquicos que não estejam formalmente vinculados ao inquérito — o que inclui o diretor-geral da Polícia Federal.
André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5)
Gustavo Moreno/STF
Ao enfatizar que o dever de sigilo se restringe aos investigadores formalmente designados, Mendonça não apenas revoga limitações impostas ao trabalho técnico da PF no caso Master, como também envia um recado institucional: o fluxo de informações em investigações sensíveis deve permanecer circunscrito à equipe responsável, reduzindo a margem de atuação da cúpula administrativa da corporação.
“Em relação a outras áreas e autoridades da Polícia Federal que não estejam diretamente incumbidas das atividades investigativas, ficam restritos o acesso às informações e andamento das investigações, razão pela qual as autoridades administrativas e estruturas correspondentes devem apenas prover os meios e recursos humanos e materiais necessários ao bom, célere e efetivo andamento das investigações”, afirmou o ministro.
Andrei Rodrigues, diretor-geral do PF, em CPI no Senado
Andressa Anholete/Agência Senado
Nos bastidores, a decisão é vista como reflexo de um incômodo já manifestado por Mendonça em outro contexto: a CPI do INSS, da qual é relator e que também investiga o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Pessoas com conhecimento do caso afirmam que, entre os fatores que motivaram a decisão de reforçar a proteção da investigação em relação ao diretor-geral da PF, está a percepção de Mendonça de que informações sensíveis vinham chegando previamente ao comando da corporação.
Rodrigues é muito próximo do presidente Lula, com quem tem viajado, e é cotado como possível nome para assumir um ministério.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas © Todos direitos reservados à Tv Betim Ltda®