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BRB entrega plano de capital ao Banco Central após crise com Master | G1

por Redação
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O documento foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em uma reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília. Os participantes deixaram o prédio sem dar entrevista.

O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo do DF é o acionista controlador do BRB e detém cerca de 72% do capital da instituição.

Segundo o BRB, o documento “apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro“.

“O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento”, diz o comunicado.

Esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio.

Medidas que afetem o caixa do governo do DF, acionista majoritário do BRB, devem exigir ainda o aval político da Câmara Legislativa do DF – onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem ampla maioria.

Leia a nota completa divulgada pelo BRB:

“O BRB informa que entregou, na tarde de hoje, ao Banco Central, o Plano de Capital da instituição. O documento foi entregue pelo presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza. A reunião contou também com a participação do Secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, que reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal, acionista controlador do Banco, com as medidas apresentadas e com a solidez do Banco.

O documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento.

Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O Banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades.”

Por que esse plano foi montado?

O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.

➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master.

➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.

➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB.

Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil.

Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões — Foto: Arte/TV Globo

Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição.

Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.

PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O que deve constar no plano?

Os detalhes do Plano de Capital ainda são mantidos em sigilo pelo BRB e pelo Banco Central.

No fim de janeiro, o BRB soltou um comunicado em que listou alternativas possíveis para reforçar o próprio patrimônio.

Segundo o BRB, foram estudadas como opções viáveis:

  1. a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal;
  2. a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
  3. aporte direto dos controladores.

O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ou seja: se houver “aporte direto”, o governo distrital deve ser acionado para compor esse repasse.

O governador Ibaneis Rocha já sinalizou, em entrevistas, que está disposto a entregar patrimônio público do DF para essas operações – por exemplo, constituindo um fundo imobiliário.

Investigação do Banco Master

➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores.

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