O Banco de Brasília (BRB) tem até a próxima sexta-feira (5) para apresentar ao Banco Central um plano de ações para “reforçar”, em pelo menos R$ 5 bilhões, a composição e a robustez de seus próprios balanços.
O valor exato da recomposição será detalhado no próprio documento. Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses.
O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.
➡️️A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master.
➡️Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.
➡️E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB.
Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões — Foto: Arte/TV Globo
Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil.
Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB, até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição.
Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.
PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta
Investigação do Banco Master
➡️ O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco.
➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores.
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