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BRB cancela assembleia geral e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master

por Redação
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Presidente do BRB explica cancelamento da assembleia de acionistas
A movimentação na Justiça que proibiu e depois liberou a venda de R$ 6,6 bilhões imóveis para capitalizar o Banco de Brasília (BRB) após prejuízos com o Master vai fazer com que o banco de Brasília vá novamente à Faria Lima em busca de investidores.
O BRB comunicou ao mercado que a assembleia geral, marcada para esta quarta-feira (18), está cancelada. O motivo é a inseguraçan jurídica causada pelo vaivem das decisões judiciais sobre a venda de imóveis.
“Nesse contexto, o Banco entendeu como mais adequado postergar a apreciação da matéria, de forma a permitir o amadurecimento das análises em curso e assegurar que eventual proposta a ser submetida aos acionistas reflita, de maneira consistente, a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica para a companhia”, afirmou o banco em fato relevante ao mercado.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, terá que refazer todo o trabalho já feito em fevereiro. Em entrevista ao blog e à GloboNews, Souza afirmou que a insegurança jurídica dificultou a convicção dos investidores e que o banco vai ter que correr atrás para obter essa capitalização.
“Cancelamos. Essa suspensão gerou, eu diria, um certo temor nos investidores qualificados. Todo aquele trabalho que nós fizemos na Faria Lima de buscar os grandes investidores, fizemos um roadmap, tivemos uma lei, um road show, e já tínhamos vários. Com isso, com essa insegurança jurídica que foi criada, foi um desserviço para a capitalização do BRB”, disse o presidente do BRB.
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No encontro, o BRB tentaria o aval dos atuais investidores para captar até R$ 8,86 bilhões emitindo 1,67 bilhão de ações ordinárias – aquelas que dão direito a voto.
“Adicionalmente, a Companhia vem conduzindo o aprofundamento de estudos técnicos relacionados à estruturação de sua base de capital, incluindo a avaliação econômico-financeira de ativos e a análise de alternativas envolvendo fluxos de recebíveis de titularidade do Distrito Federal, com potencial impacto na modelagem da operação anteriormente submetida à deliberação assemblear”, afirmou o BRB.
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Reprodução/TV Globo
O banco precisa aumentar o capital social do banco para, na prática, reenquadrar o balanço patrimonial do BRB nos limites prudenciais previstos pela lei brasileira.
Além da captação no mercado financeiro, o BRB trabalha com pelo menos outros três mecanismos principais para restabelecer seu patrimônio:
a constituição de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em R$ 6,6 bilhões – mecanismo já autorizado em lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB);
a oferta desses mesmos imóveis como garantia em um empréstimo a ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – autorizada na mesma lei;
a venda de ativos do próprio BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas.

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