Agrônoma e microbiologista, Mariângela trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde desenvolve microrganismos do solo que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural.
“Hoje, graças ao seu trabalho, 85% da soja do Brasil é cultivada com o uso desses microrganismos, em vez de fertilizantes químicos”, diz a revista.
A Time pontua que suas inovações científicas, utilizadas em todo o mundo, ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões (R$ 124,8 bilhões) por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.
“Nunca vou desistir de trabalhar por um mundo melhor”, disse ela à revista Time no ano passado”.
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No ano passado, Mariângela também ganhou o prêmio da instituição americana World Food Prize, conhecido como o Nobel da Agricultura.
Há 34 anos, ela pesquisa formas de substituir fertilizantes químicos por alternativas sustentáveis.
Um dos estudos identificou e selecionou bactérias que facilitam a fixação do nitrogênio nas lavouras de soja. Este nutriente é indispensável para que as plantas cresçam e se desenvolvam.
A pesquisa, feita na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná, deu origem a um produto chamado inoculante, que é misturado à semente na hora do plantio.
Ele diminui o impacto ambiental, e também é mais barato.
“Não tenho dúvidas de afirmar que, se não fosse a fixação biológica de nitrogênio na soja, hoje não seríamos os maiores produtores e exportadores de soja do mundo, porque seria inviável economicamente”, comentou Mariângela ao Jornal Nacional, em maio do ano passado.
Hoje, 85% das áreas com cultivo de soja no país adotam a inoculação.
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