Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking | G1

Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic; veja ranking | G1

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 8,45%.

A Rússia manteve a segunda colocação, com juros reais de 6,79%. No levantamento anterior, a diferença para o Brasil era de apenas 0,21 ponto percentual: 9,30% contra 9,09%. A Colômbia continuou em terceiro lugar, com taxa real de 6,33%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Ranking de juros reais – setembro — Foto: Arte/g1

O levantamento também mostra que, entre 164 países:

  • 72,56% mantiveram os juros inalterados;
  • 21,34% elevaram as taxas;
  • e 6,10% promoveram cortes.

No grupo dos 40 países que compõem o ranking:

  • 55% mantiveram os juros;
  • 35% elevaram as taxas;
  • e 10% realizaram cortes.

Queda da Selic

A decisão foi tomada apesar da escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio da alta dos combustíveis.

Trajetória da taxa Selic – setembro de 2026 — Foto: Arte/g1

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira caiu da terceira para a quarta posição, ficando atrás da Rússia.

  1. Turquia: 37%
  2. Argentina: 29%
  3. Rússia: 14%
  4. Brasil: 13,75%
  5. Colômbia: 12%
  6. África do Sul: 7%
  7. México: 6,50%
  8. Indonésia: 5,75%
  9. Hungria: 5,50%
  10. Índia: 5,25%
  11. Filipinas: 5%
  12. Chile: 4,50%
  13. Austrália: 4,35%
  14. Hong Kong: 4%
  15. Estados Unidos: 4%
  16. Polônia: 3,75%
  17. Reino Unido: 3,75%
  18. República Tcheca: 3,75%
  19. Israel: 3,25%
  20. China: 3%
  21. Coréia do Sul: 3%
  22. Malásia: 2,75%
  23. Nova Zelândia: 2,75%
  24. Alemanha: 2,65%
  25. Áustria: 2,65%
  26. Espanha: 2,65%
  27. Grécia: 2,65%
  28. Holanda: 2,65%
  29. Portugal: 2,65%
  30. Bélgica: 2,65%
  31. França: 2,65%
  32. Itália: 2,65%
  33. Canadá: 2,25%
  34. Dinamarca: 2,10%
  35. Taiwan: 2%
  36. Suécia: 1,75%
  37. Cingapura: 1,07%
  38. Tailândia: 1%
  39. Japão: 1%
  40. Suíça: 0%

Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

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