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Brasil e China são os mais beneficiados com nova tarifa de Trump | G1

por Redação
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Segundo relatório da entidade, o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. Na sequência, aparecem China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. (veja lista completa abaixo)

A informação foi publicada inicialmente pelo jornal britânico Financial Times. O g1 teve acesso à íntegra do documento.

💡 O Brasil chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA. Por isso, a redução anunciada tem efeito positivo sobre os produtos brasileiros afetados pelas cobranças (veja a cronologia do tarifaço abaixo).

As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da próxima terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA.

Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.

  • 🔎 Após a Suprema Corte invalidar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para sustentar o tarifaço, Trump passou a se apoiar na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite a imposição de tarifas de até 15%.

Com reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), estão entre os que passarão a enfrentar tarifas mais altas com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert. Veja abaixo:

Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1

Em entrevista ao Financial Times, o economista Johannes Fritz, responsável pela análise, afirmou que as mudanças beneficiaram sobretudo os países mais duramente criticados pela Casa Branca e alvo de tarifas impostas com base na IEEPA, como Brasil, China, México e Canadá.

“Este regime tem uma duração potencial de apenas 150 dias. A administração sinalizou que agora se concentrará nas leis que permitem a imposição de tarifas. Portanto, na prática, o jogo recomeça do zero”, acrescentou, ressaltando que o cenário é incerto.

Governo brasileiro comemora a decisão

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou na sexta-feira a decisão da Suprema Corte. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes.

Neste domingo, após Trump anunciar o aumento da taxa global de 10% para 15%, Alckmin afirmou que a mudança não provoca perda de competitividade para as empresas brasileiras. Segundo ele, isso ocorre porque a alíquota é aplicada de forma uniforme a todos os países.

“Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves”, declarou o vice-presidente.

“Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias”, acrescentou.

O ministro também explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%.

O presidente Donald Trump durante evento com jornalistas em 20 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

Veja a cronologia do tarifaço de Trump:

Produtos brasileiros chegaram a acumular sobretaxa de 50% ao entrar nos EUA, com exceções para alguns itens. Veja abaixo a cronologia.

  • Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.
  • Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA.
  • Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.
  • Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas.
  • Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.
  • No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes.
  • Em 21 de fevereiro, o republicano anunciou o aumento da taxa para 15%, com o objetivo de corrigir, segundo ele, “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana.

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