🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,51%.
A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, em meio a preocupações com os gastos do governo. O cenário, segundo a instituição, ficou ainda mais incerto com a guerra no Oriente Médio.
A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, permaneceu na quarta posição do ranking.
Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.
Queda da Selic
Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Trata-se da primeira redução desde maio de 2024.
O anúncio também marca o fim de um ciclo de cinco decisões seguidas pela manutenção da Selic.

Zeina: Corte de 0,25 ponto percentual na Selic mostra cautela do BC
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição.
- Turquia: 37,00%
- Argentina: 29,00%
- Rússia: 15,50%
- Brasil: 14,75%
- Colômbia: 10,25%
- México: 7,00%
- África do Sul: 6,75%
- Hungria: 6,25%
- Índia: 5,25%
- Indonésia: 4,75%
- Chile: 4,50%
- Filipinas: 4,25%
- Israel: 4,00%
- Hong Kong: 4,00%
- Austrália: 3,85%
- Polônia: 3,75%
- Reino Unido: 3,75%
- Estados Unidos: 3,75%
- República Tcheca: 3,50%
- China: 3,00%
- Malásia: 2,75%
- Coreia do Sul: 2,50%
- Nova Zelândia: 2,25%
- Canadá: 2,25%
- Alemanha: 2,15%
- Áustria: 2,15%
- Espanha: 2,15%
- Grécia: 2,15%
- Holanda: 2,15%
- Portugal: 2,15%
- Bélgica: 2,15%
- França: 2,15%
- Itália: 2,15%
- Taiwan: 2,00%
- Suécia: 1,75%
- Dinamarca: 1,60%
- Tailândia: 1,00%
- Cingapura: 0,88%
- Japão: 0,75%
- Suíça: 0,00%
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB