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BNDES libera R$ 280 mi para fábrica de bateria da transição energética

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o empréstimo de R$ 280 milhões para a multinacional brasileira WEG construir a maior fábrica do Brasil de sistemas de armazenamento de energia em bateria, tecnologia conhecida como Bess, da sigla em inglês Battery Energy Storage System.

A fábrica ficará em Itajaí, Santa Catarina, e deve criar 90 postos de trabalho. De acordo com comunicados da empresa e do BNDES, as obras começarão “em breve” e têm conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.

O Bess é considerado estratégico para a transição energética por permitir mais eficiência no aproveitamento de energia vinda de fontes renováveis intermitentes, como a eólica e solar, uma vez que o sol e o vento dependem das condições atmosféricas.

Solução para curtailment

Um dos atributos do sistema é reduzir perdas associadas ao chamado curtailment, redução ou interrupção forçadas na geração de energia limpa, determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME).

O governo trabalha com a ideia de Leilão de Reserva de Capacidade, quando empresas poderão fornecer Bess ao sistema elétrico. Uma consulta pública foi aberta no fim de janeiro e está prevista para terminar no próximo dia 11.

Fomento

O empréstimo à WEG faz parte do programa BNDES Mais Inovação, que direciona recursos para iniciativas voltadas à inovação e digitalização.

A WEG, especializada em equipamentos eletroeletrônicos, como motores, geradores e transformadores, obteve acesso ao recurso por meio de um edital específico direcionado à transformação de minerais estratégicos para transição energética e descarbonização.

Na fabricação do Bess há aproveitamento do lítio, um mineral estratégico, tido como protagonista na transição energética.

Apesar de ter havido a aprovação do financiamento, a operação ainda não foi contratada, de forma não ser possível informar o custo do empréstimo.

A nova fábrica ampliará a capacidade produtiva da WEG para até 2 gigawatt-hora (GWh), equivalente a 400 sistemas de 5 megawatt-hora (MWh), unidades de energia.

A planta prevê grande grau de automação, inclusive com movimentações internas sendo realizadas por robôs móveis autônomos.

O financiamento engloba também um laboratório de testes e desenvolvimento.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, considera que o financiamento contribui “para reforçar a segurança energética, ampliar a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis”.

A transição energética para uma economia menos movida a combustíveis fósseis, causadores do aquecimento global, é um dos caminhos traçados por especialistas, ativistas e autoridades como um freio às mudanças climáticas.

O presidente da WEG, Alberto Kuba, enfatiza a presença do Brasil no cenário de transição energética.

“Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, afirmou.

Fundada em 1961, a WEG mantém operações industriais em 18 países e tem mais de 49 mil colaboradores. Em 2024, 57% do faturamento de R$ 38 bilhões da empresa foram provenientes das vendas fora do Brasil.

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