Bancos alertam para riscos de golpes e fraude em compras com IA | G1

Bancos alertam para riscos de golpes e fraude em compras com IA | G1

Os chamados agentes de IA são sistemas capazes de realizar tarefas em nome do usuário. No comércio eletrônico, a ideia é que o consumidor peça, por exemplo, que uma ferramenta encontre determinado produto, compare opções e faça a compra por ele.

➡️ Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta estão desenvolvendo ferramentas desse tipo, enquanto varejistas buscam fazer com que seus produtos apareçam nas recomendações dos chatbots.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (22), bancos como NatWest (Reino Unido), Bank of America (Estados Unidos), ING (Países Baixos), Capital One (Estados Unidos) e Commonwealth Bank of Australia (Austrália) afirmaram que o avanço dessa tecnologia está ocorrendo mais rápido do que a criação de padrões para o setor e de mecanismos de proteção ao consumidor.

Quais são os riscos?

Um dos problemas apontados é que o agente pode tomar uma decisão diferente daquela esperada pelo consumidor, como escolher o produto errado ou gastar mais do que o planejado.

Também existe o risco de fraude. Um agente pode, por exemplo, pedir os dados do cartão do usuário e inseri-los diretamente em um site ou encaminhar o consumidor para uma forma de pagamento que ofereça menos proteção em caso de problema.

A privacidade é outra preocupação. Para realizar tarefas em nome do usuário, essas ferramentas podem precisar acessar informações pessoais e financeiras, aumentando a importância de definir como esses dados serão armazenados e utilizados.

O relatório afirma ainda que consumidores podem não saber quem deve ser responsabilizado caso uma compra feita por um agente dê errado.

Bancos propõem novas regras

O grupo pretende discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas para estabelecer regras para esse tipo de comércio.

Entre as sugestões estão a obrigação de informar quando um agente de IA estiver envolvido em uma transação e maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões.

Os bancos também defendem medidas para proteger os dados dos consumidores e afirmam que clientes e comerciantes devem poder escolher quais serviços de comércio eletrônico baseados em IA querem utilizar.

A interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que eles funcionem em conjunto, também aparece entre as propostas.

Uso da tecnologia cresce

O movimento já começa a aparecer no comportamento dos consumidores. A varejista britânica John Lewis informou que as buscas em seu site originadas por agentes de IA chegaram a 2,5% em setembro, ante 0,3% um ano antes.

Para os bancos, o crescimento reforça a necessidade de estabelecer regras e proteções antes que o uso desses sistemas se torne ainda mais comum nas compras pela internet.

*Com informações da Reuters

Compras pelo celular — Foto: Reprodução/TV Globo

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