Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, alvo de operação da PF no caso Master | G1

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, alvo de operação da PF no caso Master | G1

Na prática, isso significa que a instituição terá suas atividades encerradas sob supervisão do BC, sem passar por um processo de recuperação convencional.

Segundo a autoridade monetária, a medida foi tomada porque a empresa apresentava uma situação financeira comprometida e teria cometido graves violações das normas que regulam o funcionamento de instituições do setor.

O Banco Central informou ainda que continuará investigando o caso para apurar responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outros órgãos competentes.

Agora no g1

Além disso, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Sefer ficaram indisponíveis a partir desta sexta-feira.

Apesar da decisão, o BC destacou que a Sefer tem participação pequena no Sistema Financeiro Nacional.

A instituição está enquadrada no segmento S4, destinado a empresas de menor porte, e representa menos de 0,0004% dos ativos do sistema financeiro e cerca de 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

Procurada, a Sefer não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.

O que é a Sefer Investimentos?

Fundada em 1994 e controlada pela holding Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., a Sefer Investimentos atua no mercado financeiro oferecendo serviços como administração de fundos, custódia de ativos, distribuição de investimentos e gestão de recursos.

Em seu site institucional, a empresa afirma ter mais de 30 anos de atuação e prestar serviços para dezenas de fundos de investimento, além de administrar US$ 22 bilhões em ativos (o equivalente a R$ 114,2 bilhões).

A distribuidora é associada à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) desde 2005 e afirma seguir códigos de autorregulação do mercado de capitais.

A entidade, porém, registra que a instituição já foi alvo de um procedimento de apuração de irregularidades encerrado em 2017.

Sefer foi alvo da Operação Compliance Zero

A investigação apura a suposta participação de fundos e corretoras de investimento em um esquema de fraude bilionária que teria sido liderado pelo Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, todos os investigados negaram ter cometido irregularidades. Em nota divulgada à época, a Sefer também afirmou que não havia praticado qualquer ato ilícito e declarou atuar exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios.

Além disso, a empresa apareceu como uma das principais credoras citadas no pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor.

O conglomerado informou dever cerca de R$ 430 milhões à corretora, mas a Sefer contestou essa informação e afirmou que não era credora do grupo.

Postagens relacionadas

Cola, sucção e jaulas: como as plantas carnívoras capturam suas presas | G1

IA avança no trabalho; grupo cria fundo de US$ 500 milhões | G1

Quitar o financiamento nem sempre é a melhor decisão; entenda por quê | G1