Com 53% do controle do banco, o governo local terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização e evitar a diluição de sua participação.
Essa medida foi aprovada no mesmo dia em que os acionistas avaliaram temas ligados à governança do banco, como a homologação dos nomes do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração, formalização pendente desde o fim do ano passado.
Miriam Leitão: Acordo anunciado pelo BRB não resolve situação de liquidez do banco
Efeito do caso Master
As operações comprometeram o capital mínimo prudencial do BRB, indicador exigido pelas regras de solidez do sistema financeiro.
Com o balanço pressionado, o BRB passou a buscar alternativas para reduzir o impacto dos ativos problemáticos e atender às exigências regulatórias.
PF diz que Vorcaro usou empresas de fachada, laranjas e fundos de investimento para ocultar propina a ex-presidente do BRB — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Acordo para transferência de ativos
Segundo o banco, o valor de referência da operação é de até R$ 15 bilhões. Entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista.
O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar os ativos.
Apesar do acordo, o banco avançou com o processo de aumento de capital, aprovado agora em assembleia, como parte do esforço para recompor sua base financeira.
– Esta reportagem está em atualização