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Ata do Copom: BC confirma sinalização de corte de juros em março, mas não dá pistas sobre tamanho do ciclo | G1

por Redação
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🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

➡️Na última semana, o BC já antecipou que, em se confirmando o cenário esperado, irá iniciar a flexibilização da política monetária (corte da taxa de juros) em sua próxima reunião, marcada para o mês de março, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

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Nesta terça-feira (3), por meio da ata do Copom, a autoridade monetária, porém, não deu indicação de qual será o tamanho do ciclo de redução da taxa Selic.

“Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta, dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de distensão monetária serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, permitindo uma avaliação mais precisa”, informou o BC, na ata do Copom.

▶️O Banco Central citou, porém, o “contexto atual” de um ambiente de “melhora do cenário inflacionário corrente e expectativas de inflação “menos distantes da meta”, que proporciona maiores evidências sobre a transmissão da política monetária [alta dos juros para conter a inflação]”.

▶️A projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic comece a recuar justamente no mês de março deste ano, conforme indicado pelo BC, quando cairia para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a aposta do mercado é de que os juros serão reduzidos para 12,25% ao ano.

Como o Banco Central atua?

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

  • Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
  • Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.
  • Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
  • Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
  • Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.
  • Na semana passada, os economistas do mercado financeiro estimaram que a inflação de 2026 somará 3,99%, que será de 3,80% em 2027 e de 3,5% em 2028 e 2029. Ou seja, acima da meta central de inflação de 3% fixada pelo Conselho Monetário Nacional.

Na ata do Copom, o BC também reafirmou a necessidade da manutenção do patamar de juros em “níveis restritivos”, ou seja, elevados, até que se consolide não apenas o processo de redução da inflação como também a ancoragem das expectativas do mercado, para os próximos anos, à meta, “dada a resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho”.

“O Comitê avalia que a condução cautelosa da política monetária tem contribuído para se observar ganhos desinflacionários e, mais uma vez, reafirma o firme compromisso com o mandato do Banco Central de levar a inflação à meta”, informou o BC.

O Copom avaliou, ainda, que “perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo”.

Banco Central do Brasil (BC). — Foto: Adriano Machado/ Reuters

Desaceleração da economia

O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país.

A explicação é que, com um ritmo menor de crescimento, há menos pressões inflacionárias, principalmente no setor de serviços.

➡️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em dezembro do ano passado, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo.

➡️Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Entretanto, acrescentou que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, tal como antecipado pelo Banco Central.

“O Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta (…) A moderação e a própria heterogeneidade das trajetórias de crescimento entre diferentes setores e mercados são compatíveis com a política monetária em curso”, informou o BC, na ata do Copom.

Veja outros recados do BC

  • O Copom avaliou que o ambiente externo “ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais”. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, acrescentou.
  • O BC reforçou a visão de que o “esmorecimento” no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal (contenção de gastos), o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia. “O Comitê manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, concluiu.
  • O Banco Central informou que “segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho”, enfatizando a necessidade dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia.

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