Argentina consegue reverter condenação de US$ 16 bilhões nos EUA | G1

Argentina consegue reverter condenação de US$ 16 bilhões nos EUA | G1

Um tribunal de apelações de Nova York anulou, nesta sexta-feira (27), uma decisão que obrigava a Argentina a pagar US$ 16,1 bilhões (R$ 84,2 bilhões) em indenizações pela nacionalização da petroleira YPF, ocorrida em 2012. A informação consta na decisão judicial obtida pela AFP.

A condenação havia sido determinada em 8 de setembro de 2023 pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan.

Na ocasião, ela concluiu que a Argentina deveria compensar empresas que, segundo a decisão, foram prejudicadas pela forma como ocorreu a nacionalização da companhia.

O presidente argentino, Javier Milei, comemorou o resultado em uma publicação na rede social X.

“VENCEMOS O PROCESSO DA YPF. O Tribunal acaba de reverter integralmente a sentença contra a Argentina: o melhor cenário possível”, escreveu.

Nacionalização da YPF e a disputa com acionistas minoritários

Em 2012, o governo argentino expropriou 51% das ações da YPF, empresa que na época era parcialmente controlada pela petroleira espanhola Repsol.

Dois anos depois, a companhia espanhola recebeu US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) para encerrar a disputa com o país.

A situação foi diferente para acionistas minoritários — investidores que tinham participações menores na empresa. Entre eles estavam a Petersen Energia e a Eton Park Capital, que juntos detinham 25,4% do capital da YPF.

Em 2015, essas empresas entraram na Justiça alegando que a Argentina deveria ter feito uma oferta pública de aquisição (OPA) — mecanismo pelo qual um comprador oferece adquirir ações de outros investidores — conforme previsto nas regras da companhia.

O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Francisco Loureiro

Postagens relacionadas

Proposta do governo para baixar preço do diesel foi aceita por número

Alta do diesel desacelera, mas preço do sobe quase 24% desde o início da guerra, diz ANP | G1

Além do petróleo: os outros produtos de exportação afetados pelo fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã | G1