Após STF formar maioria contra prorrogação da CPMI do INSS, presidente diz que relatório deve ser analisado nesta sexta

Após STF formar maioria contra prorrogação da CPMI do INSS, presidente diz que relatório deve ser analisado nesta sexta


Após o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria contra a prorrogação da CPMI do INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o relatório final dos trabalhos da comissão deve ser lido e votado nesta sexta-feira (27).
“O relatório será lido amanhã e eu espero também votado amanhã mesmo, dependerá naturalmente do desenrolar de todas as páginas da apresentação do relator e encerramos uma CPMI que na história do Brasil teve os melhores resultados”, disse Viana.
O senador afirmou ainda que, caso haja pedido de vista, mais tempo para análise, irá convocar uma reunião de emergência neste sábado (28) para realizar a votação do relatório — data limite de conclusão dos trabalhos.
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“E esse relatório, que eu espero seja aprovado amanhã, ele trará essas conclusões pra que a Justiça saiba do nosso trabalho. Se não for aprovado, desde já quem perde não somos nós, porque o dono do relatório que é o povo brasileiro, os aposentados de todo o país sabem exatamente o que aconteceu e quem blindou ladrões de aposentados”, completou.
Viana disse ainda que a decisão do Supremo para não prorrogar a comissão é o “fim do sonho dos aposentados”.
Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), o documento pedirá o indiciamento mais de 220 pessoas investigadas no esquema envolvendo o INSS.
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG).
Carlos Moura/Agência Senado
Críticas de Gilmar Mendes
Durante a sessão que analisava prorrogação dos trabalhos da CPMI, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou as quebras de sigilo aprovadas “em globo” pela CPMI do INSS e chamou de “criminoso” os vazamentos das informações que foram obtidas pela quebra de sigilo.
“Isto é ilegal. É ilegal e os senhores sabem que é ilegal. Sabem que é inconstitucional”, disse. “Não é preciso ser alfabetizado para saber que isso é inconstitucional”, continuou Gilmar.
Viana rebateu as críticas sobre os vazamentos e afirmou que “da CPMI, da minha parte como presidência, nunca saiu nenhuma informação incorreta”.
“O ministro Gilmar Mendes tá coberto de razão quando afirma que vazamentos não contribuem para investigação e eu tenho defendido isso desde o início. A questão é que precisa apontar quem vazou. Uma coisa eu posso dizer: da CPMI, da minha parte como Presidência, nunca saiu nenhuma informação incorreta”, disse o senador.
“Nós tivemos o maior cuidado, especialmente na questão dos dados particulares em colocar numa sala cofre. Se alguém tentou vazar esses dados, até o momento, nós não identificamos”.
Julgamento no STF
O ministro André Mendonça é relator de ação apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do colegiado; o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator; e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), integrante da CPMI.
Na última terça-feira (23), o ministro deu prazo para que o Congresso viabilize a extensão do prazo de funcionamento da comissão. O plenário da Suprema Corte decidiu derrubar a determinação individual.
Em seu voto, o ministro afirmou que a criação de obstáculos para as CPIs podem fazer com que seus prazos se esgotem sem que a investigação seja realizada.
A ação aponta que teria ocorrido uma omissão da Mesa Diretora do Congresso Nacional e de seu presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que não teriam processado a tramitação do requerimento de prorrogação do colegiado.
Os parlamentares pontuaram que não foi feita a leitura do pedido, uma exigência necessária à prorrogação. Segundo os parlamentares, o pedido atende aos requisitos da Constituição Federal e do regimento do Congresso.
👉🏽 Além disso, argumentam que, diante deste cenário, a ampliação do prazo da CPMI é um ato vinculado, ou seja, não depende de uma avaliação do comando da Casa sobre conveniência e oportunidade.
De acordo com os parlamentares, a conduta do presidente do Congresso inviabilizaria, de forma indireta, a continuidade das investigações sobre fraudes praticadas por aposentados e pensionistas do INSS.

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