Após caso Master, diretor do Banco Central fala em revisar regras do FGC | G1

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O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central do Brasil (BC), Gilneu Vivan, afirmou nesta segunda-feira (9) que o órgão deve incluir, entre as entregas previstas para este ano ou para o início de 2027, a revisão de parte das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Vivan acrescentou que a agenda também deve incluir novas regras para a distribuição de títulos e normas adicionais voltadas à prevenção de fraudes.

Vivan também mencionou, sem dar detalhes, uma possível “revisão das questões de tarifas”.

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  • 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

No caso do Banco Master, o BC justificou a liquidação pelo agravamento da situação financeira da instituição, pela falta de recursos para honrar compromissos e pelo descumprimento de normas do sistema bancário e de determinações do próprio Banco Central.

Já a liquidação do Will Bank foi determinada após a piora de sua situação financeira e pela incapacidade de pagar dívidas, agravada por sua ligação de interesses com o Banco Master.

Segundo Vivan, no entanto, os problemas recentes ficaram restritos às instituições envolvidas e o Banco Central não identificou mudanças nas captações de outros bancos de pequeno e médio porte.

Ele também disse que o caso do Banco Master trouxe lições para o BC. Segundo Vivan, o processo até a decretação da liquidação demorou mais do que ele gostaria — e ainda hoje é alvo de questionamentos.

Outro ponto citado por Gilneu foi a “magnitude do processo”.

“No caso do Master, a gente tem 1 milhão de correntistas. E no caso da Will, são quase 7 milhões. Evidentemente, o debate é complexo”, pontuou.

Operações irregulares

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crise começou com suspeitas sobre operações financeiras realizadas pela instituição, o que levou o BC a decretar sua liquidação extrajudicial. A decisão, porém, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre os fundamentos da medida.

  • 🔎 O avanço das investigações ocorre em um momento em que o caso deixou de se limitar ao campo policial. O episódio passou a envolver debates sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado.

Desde então, as investigações passaram a apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos segue sob sigilo no STF.

Entenda mais na reportagem abaixo:

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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