🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,30%.
A segunda posição do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,09%. A Colômbia apareceu na terceira posição, com juros reais de 6,16%.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.
Ranking de juros reais em agosto de 2026. — Foto: Arte/g1
Queda da Selic
O movimento ocorre em meio à retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.
Selic: a trajetória da taxa básica de juros — Foto: Arte/g1
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira ocupou a terceira posição, ao lado da Rússia.
- Turquia: 37%
- Argentina: 29%
- Brasil: 14%
- Rússia: 14%
- Colômbia: 12%
- África do Sul: 7%
- México: 6,50%
- Hungria: 5,75%
- Indonésia: 5,75%
- Índia: 5,25%
- Filipinas: 4,75%
- Chile: 4,50%
- Austrália: 4,35%
- Hong Kong: 4%
- Israel: 3,50%
- Polônia: 3,75%
- Reino Unido: 3,75%
- Estados Unidos: 3,75%
- República Tcheca: 3,75%
- China: 3%
- Malásia: 2,75%
- Coreia do Sul: 2,75%
- Alemanha: 2,40%
- Áustria: 2,40%
- Espanha: 2,40%
- Grécia: 2,40%
- Holanda: 2,40%
- Portugal: 2,40%
- Bélgica: 2,40%
- França: 2,40%
- Itália: 2,40%
- Nova Zelândia: 2,50%
- Canadá: 2,25%
- Taiwan: 2%
- Dinamarca: 1,85%
- Suécia: 1,75%
- Tailândia: 1%
- Japão: 1%
- Cingapura: 0,90%
- Suíça: 0%
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB