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Análise: Caiado se lança de olho no eleitor de direita não bolsonarista e critica Flávio Bolsonaro

por Gilberto Cruz
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Análise Julia Duailibi sobre discurso da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência
Ao oficializar sua pré-candidatura à Presidência pelo PSD nesta segunda-feira (30), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), traçou uma linha clara de ataque: o foco é o eleitor de direita, mas o alvo preferencial é a falta de experiência. Em um movimento estratégico, Caiado foi para cima de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu provável adversário direto pelo espólio conservador, ao bater na tecla da capacidade de gestão.
Caiado, que é médico, usou uma analogia cirúrgica para marcar território contra o filho do ex-presidente: “você tem um filho acometido de um problema de saúde. Você vai optar por um médico que tem um número, o outro que tem maus resultados ou o que tem competência para operar seu filho?”.
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A mensagem foi direta: não basta ter o sobrenome ou o número de urna, é preciso saber administrar.
A escolha de Caiado em detrimento de Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul, passou por um diagnóstico pragmático da cúpula do PSD, liderada por Kassab e Jorge Bornhausen. Os caciques entenderam que o governador gaúcho teria que disputar o eleitor de centro e de esquerda não lulista. No entanto, a avaliação é que o voto de esquerda já está consolidado em torno de Lula, o que reduziria o potencial de crescimento de Leite.
Pela direita, o partido vê um vácuo deixado pelo “bolsonarismo raiz”. Caiado se coloca como uma opção para o eleitor conservador que busca eficiência e segurança, mas que pode estar cansado da polarização radicalizada.
Apesar de focar na disputa interna da direita, Caiado não poupou o governo atual. Ele se posicionou como o anti-PT, mas elevou o tom sobre a governabilidade.
Segundo ele, o desafio do Brasil não é apenas vencer Lula nas urnas — algo que ele classificou como um passo “fácil” no atual cenário.
“O desafio não é ganhar a eleição do PT, isso é fácil. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país”, declarou. Para o governador, a estratégia é mostrar que a direita pode ser eficiente na gestão a ponto de esvaziar o discurso petista no longo prazo.
Para consolidar essa entrada no eleitorado de direita, Caiado fez o gesto mais esperado pelos conservadores: a defesa da anistia ampla, geral e restrita, citando o precedente histórico de Juscelino Kubitschek. Ao abraçar a pauta que interessa diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso por tentativa de golpe, ele tenta desarmar resistências do eleitorado bolsonarista, enquanto fustiga Flávio Bolsonaro no campo da competência administrativa.
Ronaldo Caiado
Jorge Silva/Reuters

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