A empresa entra na disputa com outras operadoras que desenvolvem serviços celulares via satélite.
A rede proposta permitirá chamadas de voz, envio de mensagens, acesso à internet e serviços de emergência em regiões fora da cobertura das redes celulares terrestres.
O início da implantação dos satélites está previsto para 2028.
A empresa apresentou um pedido à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) solicitando aprovação rápida do projeto. A FCC não comentou imediatamente o pedido.
O serviço será oferecido em parceria com operadoras de telefonia móvel em diferentes países e utilizará o espectro de satélite da Globalstar, empresa que a Amazon concordou em comprar no início deste ano.
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Expansão dos planos com satélites
A Globalstar fornece conectividade direta entre dispositivos para milhões de usuários de aparelhos da Apple, permitindo mensagens de emergência, compartilhamento de localização e assistência em estradas quando não há cobertura das redes terrestres.
A iniciativa amplia os planos da Amazon para além da internet via satélite e aumenta a concorrência no mercado de conectividade direta para smartphones com a SpaceX, a AST SpaceMobile e a Lynk Global, que também desenvolvem serviços de comunicação entre satélites e celulares.
A crescente escassez de capacidade para lançamentos de foguetes, no entanto, tornou-se uma das principais limitações para a implantação da nova geração de constelações de satélites.
A Amazon Leo anunciou parcerias com Vodafone, DirecTV, Herotel e a National Broadband Network, da Austrália.
A Amazon Leo está implantando seu sistema de internet via satélite de primeira geração e já possui cerca de 390 satélites em órbita.
A empresa pretende iniciar a oferta do serviço fixo nas primeiras faixas de cobertura ainda este ano.
Em março, o presidente da FCC, rejeitou as críticas da Amazon ao plano da SpaceX, de Elon Musk, de lançar uma constelação com até 1 milhão de satélites.
A SpaceX contrói e opera os foguetes e a infraestrutura de lançamento que dão suporte à sua subsidiária Starlink — Foto: Getty Images
“Acho que a Amazon deveria se concentrar em colocar sua própria casa em ordem com seus lançamentos e sua própria constelação de satélites, em vez de se preocupar com outras empresas que já estão lançando satélites no ritmo e na frequência da SpaceX”, disse Carr.