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É #FAKE mensagem de WhatsApp do TSE cobrando dinheiro para ‘regularizar pendências eleitorais’; trata-se de golpe
Texto com tom alarmista envia link que leva vítima a transferir dinheiro a criminosos. Ao Fato ou Fake, Tribunal Superior Eleitoral TSE disse não fazer ‘qualquer tipo de cobrança para serviços de regularização eleitoral’: ‘Todos os serviços são gratuitos’.
Mensagem de WhatsApp induz entrega de dados pessoais — Foto: g1
Circulam no WhatsApp mensagens enviadas em nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com alertas sobre supostas pendências no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um link para “regularização”. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal) — Foto: g1
🛑 Como é o golpe?
- Para convencer as vítimas de que o conteúdo é legítimo, o texto começa assim: “AVISO URGENTE TSE: Prezado (a), o título de eleitor vinculado ao CPF está IRREGULAR devido a pendências eleitorais”.
- Veja a íntegra do material: “AVISO URGENTE TSE: Prezado (a), o título de eleitor vinculado ao CPF está IRREGULAR devido a pendências eleitorais. Para regularizar imediatamente, acesse: [link fraudulento]. Caso não resolva agora, você poderá sofrer bloqueio de serviços públicos, dificuldade para tirar passaporte, RG e CNH, restrições bancárias e impedimento de votar nas próximas eleições. Regularize urgente — Atendimento TSE. A sua fatura já está disponível”.
O conteúdo tem diversos sinais de golpe: tom de urgência e ameaça (expressões como “AVISO URGENTE” e “REGULARIZE URGENTE”; consequências exageradas (bloqueio de serviços públicos e dificuldade para tirar documentos); generalização e falta de detalhes oficiais (como número de processo); link suspeito (o endereço fornecido não é um domínio oficial do governo, como tse.jus.br); e pedido de ação imediata por canal informal; uso indevido de autoridade (com citação órgãos oficiais). Veja detalhes ao final desta reportagem.
- Ao clicar no link, o usuário chega a uma página falsa, com logomarca semelhante à da Justiça Eleitoral e o seguinte texto: “Quitação de multas. As multas eleitorais decorrentes da ausência às urnas ou de atos de trabalho eleitoral podem ser pagas pelo canal de Autoatendimento Eleitoral disponível nesta página. O pagamento está disponível exclusivamente nesse canal”.
Abaixo, o usuário é induzido a “informar o CPF” em um campo preenchível e a clicar em “Consultar situação”. Em seguida, ele chega a uma segunda página, que cita “débitos eleitorais em aberto”, no total de R$ 66,80. Para saldar a suposta dívida, a vítima tem de clicar no campo “Quitar débitos agora”, na parte inferior esquerda. Esse botão gera um QR Code para transferência via PIX – e o destinatário final do pagamento não é revelado.
⚠️ Por que a mensagem é #FAKE?
Ao Fato ou Fake, a assessoria de imprensa do TSE enviou o seguinte comunicado:
“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não realiza qualquer tipo de cobrança para serviços de regularização eleitoral. Todos os serviços são gratuitos. O TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais não enviam boletos, não solicitam pagamentos nem cobram taxas por meio de mensagens, aplicativos, SMS ou e-mail. Também não solicitam dados pessoais ou bancários por esses canais. Em caso de dúvida, a orientação é acessar apenas os canais oficiais da Justiça Eleitoral. A emissão do primeiro título, a transferência de domicílio e a atualização de dados são gratuitas”.
O tribunal recomenda atenção ao endereço das páginas antes de tomar qualquer ação:
“O endereço do site oficial do TSE é https://www.tse.jus.br/ e o da Justiça Eleitoral é https://www.justicaeleitoral.jus.br/. O Tribunal reforça a importância de verificar as informações antes de compartilhá-las, como forma de prevenir golpes e combater a desinformação”.
❌ Quais os indícios de golpe?
Ao longo do texto da mensagem golpista, há diversos sinais de linguagem típicos de fraude:
- Tom de urgência e ameaça – Expressões como “ÚLTIMO AVISO” e “PENDÊNCIA GRAVE” são usadas para causar medo e pressionar a pessoa a agir rapidamente, sem pensar.
- Consequências exageradas – Bloqueio de acesso a serviços públicos, dificuldade em tirar documentos.
- Generalização e falta de detalhes oficiais – Ausência de informações específicas confiáveis (como número de processo, canal oficial ou instruções verificáveis), substituídas por menções genéricas a uma “pendência”.
- Link suspeito – O endereço fornecido não é um domínio oficial do Judiciário brasileiro (como “tse.jus”).
- Pedido de ação imediata por canal informal – Orientações como “clicar no link”, “regularize urgente” e “A sua fatura está disponível” fogem totalmente da linguagem usada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
- Uso indevido de autoridade – Tentativa de se legitimar citando o TSE — um recurso comum para parecer confiável.
- Contato via WhatsApp – Órgãos oficiais não utilizam mensagens diretas por aplicativos para cobrar regularizações dessa forma.
Mensagem de WhatsApp induz entrega de dados pessoais — Foto: g1
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